quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Oscar ...

Não sei se vocês já perceberam, mas eu gosto de comentar alguns filmes que eu assisti, e a propósito disso venho dar mais duas dicas, se vocês gostam daqueles filmes que nos fazem pensar na vida, está ai uma ótima dica de filme, todos eles foram indicados ao Oscar, e merecem uma boa olhada, o primeiro filme ainda não estreiou no Brasil mas já tem disponivel na internet e o segundo foi lançado em 2004 e já e já está disponivel em dvd:

O ultimo rei da Escócia.


Sinopse: O médico escocês Nicholas Garrigan recebe uma missão médica em Uganda, e se torna unido com uma das maiores figuras bárbaras: Idi Amin. Impressionado pela atitude insolente e descarada do jovem médico em um momento de crise, o presidente da Uganda o coloca na posição de médico pessoal e confidente mais próximo.

Hotel Ruanda.

No ano de 1994, em Ruanda, um conflito político levou à morte quase um milhão de ruandeses, em apenas cem dias. O mundo fechou os olhos para Ruanda. Mas um homem abriu seus braços e coração e fez a diferença. Paul Rusesabagina era gerente de um sofisticado hotel na capital de Ruanda, quando o conflito começou. Munido apenas de sua coragem, ele abrigou no hotel mais de 1200 adultos e crianças.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Simulação de guerra

Pra quem se amarra em uma simulação de guerra real, é so acessar http://www.redteam.com.br/Venez/ e ver como seria uma possível guerra entre o Brasil e a Venezuela, Fato que acredito piamente que está a caminho.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Borat.

Para quem ainda não sabe Borat Sagdiyev é o segundo melhor repórter de todo o Cazaquistão. Na realidade Borat é um personagem criado pelo humorista Britânico Sacha Baron Cohen, que em seu mais novo filme, retrata a vida de um reporte Cazaque que é enviado pelo seu País para aprender o estilo de vida Americano e assim tirar o Cazaquistão da mais absoluta miséria. Esse filme é rodado no estilo documentário, em que mostra uma jornada que cruza a América escancarando toda a hipocrisia da cultura americana.
O humorista Sacha Baron Cohen dá a medida de um humor, insano que utiliza pessoas comuns, que vivem as aventuras de conviver com uma figura que foge as convenções das sociedades ocidentais. A questão é que não há limites nem tabus para essa figuraça: ele é ignorante, mal-educado, homofóbico, machista, anti-semita e, o pior, não vê problema algum nisso - tudo, claro, debaixo de uma grande dose de ironia; Baron Cohen é um judeu praticante, por exemplo. E quando você achar que ele foi longe demais, adivinha, ele vai ainda mais adiante.
O vídeo acima mostra os 4 primeiros minutos do filme, e se vocês querem uma dica, vale muito a pena ir assistir nos cinemas, eu já assisti com a ajuda do meu amigo americano Paul Torrent e digo é a melhor comedia produzida nos últimos anos.

As marmotas do carnaval

Olhar para a TV aberta brasileira (e a local, então...) durante o feriado de carnaval, nos mostra como o jornalismo virou um ritual da mesmice, um papo de marmota que repete as mesmas pautas e reportagens, e onde os apresentadores e repórteres insistem numa postura de quem está descobrindo a pólvora ou dando aquele "furo" desejado por dez entre nove principiantes. Assim como o frevo e o axé, não há inovação. É tudo comida de ontem.Todo ano se fala que na Bahia e em Pernambuco o carnaval começa primeiro e encerra por último, que o tráfego nas estradas aumentou por isso, que as costureiras faturam um extra na costura das fantasias, que é duro para aqueles que empurram carros alegóricos, que faz calor para os que carregam bonecos de Olinda, que os religiosos inventam seus blocos de Cristo em retiros, que os trios baianos tocam ópera, forró e rock 'n' roll.Aí vêm aqueles flashes dos camarotes com pretensas celebridades a repetirem o largo sorriso e o parco vocabulário de "com certeza, maravilhoso e tudo na vida". E tem os minutos de fama daqueles que se dizem afinados com a "comunidade". E tem aquelas jovens e velhas jornalistas perguntando no ouvido qual a sensação do desfile. Também aqueles jovens e velhos jornalistas postados nas arquibancadas ou dentro dos cordões de bloco.No plano local, tem aquelas matérias bem cedo com uma bandinha e os diretores do bloco, tudo armado previamente, dando a idéia de que logo uma multidão cairá na folia na Redinha ou em Pirangi. Tem sempre aquele comentário do "manter a tradição" nos desfiles de escolas de samba e tribos de índios na Ribeira. Na quarta de cinzas, a mesma coisa: o Bacalhau do Batata, o Carlinhos Brown, o Baiacu na Vara continuam nas ruas.E Cazuza inventou de dizer que o tempo não pára. E o que é o tempo senão uma abstração quântica da visão humana diante dos elementos. No carnaval, olhar para a TV aberta é ficar preso no tempo, revendo as mesmas coisas do ano passado, do retrasado... A única diferença esse ano foi que botaram a Grazielli Massafera no lugar da Juliana Paes, da Carol Castro e Luana Piovani, musas de outras folias. No plano local, o diferencial foi a o esforço da mídia para vender Pirangi como a maior folia do planeta depois de Olinda e Salvador. Ri de quase sambar ao ouvir uma apresentadora dizer que a sua entrevistada não chegou a tempo por causa do "congestionamento do carnaval". Fiquei imaginando o trecho entre Parnamirim e Natal lotado com 40 trios elétricos, 12 escolas de samba, 6 tribos de índios e 20 blocos de afoxé e maracatu. Tudo isso puxado por uma marmota chegada às pressas dos Estados Unidos

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Espanta Bira no cabaré da Leila

Esse foi melhor humorista do Ceará, Davi Cunha Mais conhecido como Espanta, morreu no final de 2006 em um acidente de carro, na estrada entre Natal e Mossoró onde faria mais um show. Nascido no Rio Grande do Norte, onde começou sua carreira de Humorista, a cerca de dez anos ele foi trabalhar no Estado do Ceará, onde se tornou o maior humorista do Ceará.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Quem sabe um Podcast?

Olá pessoal estou providenciando um podcast do nosso site, será uma maneira de transcender as relações autor e leitor, para autor e leitor/ouvinte.
Para aqueles que não sabem é um podcast, ai vai à resposta, um podcast nada mais é do que um programa de radio produzido com a intenção de esclarecer, comentar, conversar e acabar com qualquer tipo de duvidas em relação ao material divulgado em nosso site. Não se preocupem o podcast nada mais é do que um arquivo tipo mp3, que pode ser baixado rapidamente sem qualquer dificuldade. Nas próximas semanas irei verificar as possibilidades viabilizar o PODCAST.

Esse filme é uma comedia

Não faz parte do meu show copiar as coisas, mas essa reportagem do site G1 do grupo globo, está digna do nosso site. A reportagem trata daquele filme “Turistas” que mostram de maneira deturpada o que acontece com turistas que visitam o Brasil, mas a verdade é que se os roteiristas do filme tivessem conhecido o mesmo professor de redação que Carla Meneghini, o filme teria sido outro, muito engraçada a reportagem.

Leiam esse post e visite esse site que é muito bom.

"Turistas": um filme de terror que é uma comédia

O G1 lista dez motivos por que ver o longa que avacalha o Brasil pode ser uma diversão.
Depois de muita polêmica, produção chega nesta sexta (14) aos cinemas.
Carla Meneghini

Teve gente querendo boicotar, bate-boca no Orkut, brasileiro do elenco criticando e outros defendendo. Depois de muita polêmica, o terror americano “Turistas”, que avacalha a imagem do Brasil (ou melhor, do BraZil) na telona, finalmente chega aos cinemas tupiniquins nesta sexta (16).
No fim das contas, o público brasileiro pode acabar se perguntando: será que esse filme merecia tanta
repercussão? A verdade é que o longa é fraquinho, fraquinho, capaz de decepcionar qualquer fã de filmes de terror e irritar até mesmo os gringos com seu ritmo tedioso, roteiro desequilibrado e efeitos especiais um dedinho acima do “trash”.

Na trama, seis mochileiros americanos e ingleses têm seu passeio pela paradisíaca e “exótica” orla brasileira interropido quando são vítimas de um “boa-noite-cinderela” e roubados. Daí para frente, a situação só piora: eles não têm como sair de um vilarejo e são perseguidos pelos locais, cuja simpatia inicial na verdade escondia as intenções mais cruéis. Os gringos acabam sendo presos, torturados e têm seus órgãos retirados (enquanto ainda estão conscientes, é claro) por um médico do mal brasileiro que pretende doá-los aos miseráveis brasileiros que esperam por transplantes.

Mas para nós, brasileiros, o filme pode se revelar uma grande diversão, fonte inusitada de muitas gargalhadas. Enquanto filme de terror, “Turistas” é uma ótima comédia.

Por isso, o G1 lista a seguir dez motivos para assistir a “Turistas”:

1. Muitos diálogos em português entre personagens brasileiros beiram o patético para nós, que entendemos tudo. Alguns são de rolar de rir, como por exemplo o figuraça motorista do ônibus (aliás, um ônibus daquele não encontramos aqui nem em museu!) ou figurantes perdidos no set.

2. A trilha sonora é 99% brasileira e inclui coisas tão discrepantes quanto o Rappa e Adriana Calcanhoto. A cena final tem uma música bem conhecida dela, e o resultado é risível: a letra não tem nada a ver com o que está na tela.

3. Os personagens americanos são mostrados de uma forma bem mais ofensiva do que os brasileiros. Se nós somos maus, eles são uns imbecis. E, pensando bem, eles também são maus, porque no placar final, morrem mais locais do que gringos.

4. Depois de ver esse filme, você sempre vai dar uma boa gargalhada sempre que vir um vendedor de queijo de coalho (aquele que vem no palitinho) passando na rua ou na praia.

5. A geografia do Brasil mostrada no longa é totalmente louca. Não tente entender o caminho que os mochileiros fazem, pois não faz sentido algum.

6. As cenas de tensão mínima são tão espaçadas que você vai acabar torcendo para ver mais sangue rolar e vai ficar feliz da vida quando aparecer um fígado humano ou uma pancada forte.

7. No Brasil, todo mundo é drogado: os meninos fumam crack, e as meninas bonitas cheiram cola dentro de um saco de papel.

8. Existe uma hegemonia carioca no filme. Bahia, Recife, Amazonas: não importa onde você vá, todo mundo fala com sotaque do Rio.

9. Você já viu alguém com os miolos para fora ter a cabeça grampeada e sair correndo vivinho por aí?

10. "Em qualquer situação, a melhor coisa que você pode fazer é a coisa certa, a segunda melhor coisa que você pode fazer é a coisa errada, mas a pior coisa que você pode fazer é não fazer nada." As palavras são do Dr. Zamorra, um vilão tão mal construído que acaba até sendo carismático. Aliás, que nome é esse?

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

A China seja aqui


Caetano Veloso resumiu uma vez o lado anti-civilização do Brasil com uma constatação das ruas: "que país é esse onde parar no sinal vermelho é ser otário?". Já registrei aqui o lado mais positivo do espantoso crescimento econômico da China, a Educação. E já lembrei que a sociedade brasileira deu 1% de votos a quem pregou a Educação como mola propulsora do futuro.Ontem, os chineses, juntamente com o governo, deram mais uma prova de que sabem o melhor caminho para o progresso. E apesar de não pregarem a democracia ocidental, se dedicaram a preservar uma das grandes instituições democráticas: a fila. Foi lançada em Pequim uma campanha para evitar o 'fura filas".Os chineses querem mostrar ao mundo, durante as Olimpíadas de 2008, que são educados e respeitam o espaço e a vez dos outros. Carregando faixas vermelhas e alto-falantes, milhares de participantes da campanha ganharam as ruas pedindo aos transeuntes para respeitarem as filas nos pontos de ônibus, metrô e outros locais.É uma decisão simples, mas de efeito educativo importante. Algo que falta no Brasil, como, por exemplo, uma campanha incentivando os motoristas de Natal a não se arrastarem pela faixa esquerda, coisa que a STTU já podia ter feito mas infelizmente não há vida inteligente por lá. No começo do verão, a Polícia iniciou uma acanhada campanha contra o barulho no litoral, mas parece que só a campanha se calou.A barbárie no trânsito é reproduzida nas relações humanas em Natal. Gente metida a culta enfia seus carrões Pajero na frente dos demais, furando a fila nos sinais. Outros atiram sujeira pela janela do carro, ato que é incentivado pela exagerada distribuição de panfletos nos sinais, atirados dentro dos automóveis e que são devolvidos à via pública. Os bueiros e nossa saúde agradecem.Autoridades natalenses precisam tomar um porre de civilização, nas grandes cidades do primeiro mundo, para entenderem que a vontade de um grupo não pode impor sujeira, barulho e intranqüilidade a outro, por mínimo que seja a quantidade de cidadãos. Ninguém tem o direito de impedir o sono de outro, não se pode obrigar uma empresa a fechar suas portas por causa de eventos ditos populares.A mídia local precisa urgente deixar de atender as vaidades de minorias abastadas e olhar para a maioria silenciosa que não tem acesso a políticos ou a jornalistas. Somos quase um milhão de habitantes, se computada a população flutuante de parentes e amigos que por aqui passam, além dos turistas. Nada, nenhum evento realizado aqui atrai a maioria, só pra ficar na quantificação estatística.Por aqui, pobre se educa com os pés no chão, rico se deseduca com o pé no acelerador e a mão no freio das leis. Quem estiver pensando o contrário, que vá pra China. E aprendam o básico das relações humanas.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007


Já era

"Sabem, este país já foi muito bom. Não entendo o que está acontecendo com ele". A frase de Peter Fonda, na pele de George Hanson em Easy Rider, conseguiu ultrapassar o tempo moldando-se a qualquer reclamação anti-americana, inclusive, como no caso do personagem, dando suporte a uma auto-crítica patriota. O certo é que a sentença parece bem maior do que pretendia o personagem. Para não ficarmos na previsibilidade da reclamação contras os ianques malvados que adoram sangue, melhor estender o que apontam de mediocridade e culpa neles, para todos nós. Sabem, este mundo já foi muito bom. E pior, entendemos o que está acontecendo com ele e não fazemos absolutamente nada. Que ele, o mundo, está para acabar desde que foi criado, isso é fato. No entanto, nós terráqueos, não cumprimos sequer a missão de auto-piedade que é estender um pouco a sobrevida de nossa casa, coincidentemente minha e sua. As manchetes nos últimos meses estão sendo varridas por alertas dos mais variados tipos, relatórios e dados que apontam para uma luz no fim do túnel que mais parece um trem na contramão. O preço do nosso conforto será pago em caos, num cenário que nem Mad Max quiçá alcançou. E o que fazemos? Nada. Afloramos em plena era da tecnologia absurdamente desenvolvida, um primitivismo assustador de medo, puro e simples. Ao invés de instigar, as manchetes surtem um efeito contrário, como um agente paralisante. Nós, os que dominamos o fogo, acuamo-nos nas cavernas agora que a floresta inteira foi incendiada.Por nós mesmos, diga-se. Mesmo dispondo de meios modernos de convivência político-social, não somos capazes de cobrar suficientemente dos nossos representantes medidas realmente eficazes contra a poluição, o desmatamento, a emissão de gases, grãos que um por um encherão o papo desta galinha velha, gorda e cansada, prestes a explodir. Queremos o pão e circo, embora a lona velha e gasta esteja em chamas. Governantes para ficarmos ainda no campo da culpa transferida. E o nosso descaso sagrado detodos os dias? O nosso lixo jogado nas ruas sem a menor cerimônia, o vício de não conseguir ir até a padaria sem o carro, que emite num percurso de cento e poucas calorias, cento e poucos metros cúbicos a menos na camada de ozônio? Ao menos no caso de Peter Fonda, uma bela Harley Davidson e um mínimo espírito de rebeldia aliviavam a dor de viver num lugar que piorava a cada instante. O problema é que no nosso caso, daqui a pouco não haverá estrada, muito menos Harley Davidson e rebeldia mesmo vai ser continuar sem fazer nada, nesse niilimos viciante de poltrona, jornal e novela em seguida para esquecer do mundo que está acabando. (Rodrigo Levino)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Estamos ficando acostumados.

Olha a questão da violência no Brasil está ficando realmente muito seria, se já não bastasse o fato de que em todo os dias ficamos sabendo pelo noticiário que alguma barbaridade foi cometida, estamos ficando acostumados com um misto de chacinas heróicas e assassinatos, ontem fiquei sabendo do fato que aconteceu no Rio de Janeiro, dois marginais atacaram uma família que vinha em um carro, uma senhora e duas crianças, os bandidos renderam todos e mandaram que todos descessem do carro, a criança de seis anos não conseguiu descer, ficou presa no cinto de segurança do banco de passageiros, aos gritos as testemunhas gritavam dizendo que a criança estava presa, a irmã da criança tentava soltar o irmão, os bandidos arrancaram sem a menor compaixão. Um casal que vinha em um carro seguiu os bandidos buzinando e tentando informar o que se passava, mas não conseguiram fazer os bandidos parar. Essa barbaridade durou dez minutos e o que chama a atenção é que esses bandidos passaram por sete bairros do Rio de Janeiro deixando um rastro de dor e de sangue, no percurso feito pelos bandidos havia três delegacias, um corpo de Bombeiros, um hospital da Policia Militar, um Fórum e uma cabine da policia, mesmo assim não havia policiamento na localidade.
Esse fato só mostra como nos vivemos, amanhã tudo será esquecido, ninguém lembrará desse fato essas coisas estão se tornando cada vez mais comuns e corriqueiras e o pior é que se alastram para todo o Brasil.
Quem quiser ver o vídeo do Jornal Nacional da Globo clique AQUI.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Pirataria do outro mundo

O Brasil será sempre o país que dá mandatos a mensaleiros e cadeia para donas-de-casa que surrupiam uma latinha de margarina. A regra é essa e não merece citação as exceções, que são parcas. O Rio Grande do Norte tem uma das grandes lavanderias de dinheiro a céu aberto, mas a imprensa só consegue perceber um humilde desempregado vendendo cópia de DVD. Vê-se a banca do camelô, nunca os grandes empreendimentos.Na anárquica cinemateca do meu escritório, duas ou três dezenas de filmes são dos chamados genéricos. Três ou quatro apresentaram falha e não foram exibidos no aparelho. Não reclamo, é muito pouco para tantas falhas de produção e roteiro nos produtos de Hollywood e em tudo mais que compro com nota. Todo mundo tem DVD pirata em casa, até a turma do Judiciário e da Polícia.Pirataria é tudo aquilo feito à margem das leis, sem a qualidade do que se chama mercado legal, dizem. Num país com tanta coisa ilegal, o menor deslize é comprar filme e música genéricos. Aliás, esses dois setores só agora - na era da informática - estão experimentando o que a literatura já conhece há zil anos. Não há vida universitára sem as cópias xerográficas dos grandes livros. Mas isso ninguém nunca reclamou.Repito sempre que continuarei consumindo filmes genéricos enquanto existirem os verdadeiros piratas da sociedade. O que é um político corrupto e oportunista senão a cópia ilegal do verdadeiro agente público. O que é a indústria fonográfica com suas apelações de ocasião senão a imitação barata do bom gosto musical. O que é mais grave, um DVD pirata ou o charlatanismo na cura de doentes?Por que será que o Estado e os órgãos de segurança só entendem como falsa medicina o meliante que põe jaleco e se infiltra nos hospitais e postos de saúde? O que as autoridades acham daqueles que promovem a ilusão da cura nos templos religiosos, inclusive menosprezando a ação da medicina nos testemunhos de humildes fiéis? Os jornais e TVs falam diuturnamente de falsos médicos e enfermeiros. E só.Os nomes são muitos: Alessandro Aparecido se fazia de ortopedista na Zona Leste de Sampa, Sérgio Antonio dos Santos atuava como psiquiatra em Suzano (SP), Leandro Moreira consultava em Duque de Caxias (RJ), Roberto Tadeu Moraes cirurgiava em Amaralina (Salvador), Pedro Paulo Pereira faturava como enfermeiro em Goiânia (GO), entre tantos. Merecem, sim, cadeia. E o resto?Nos últimos meses, um festival de cura das mais complicadas doenças é exibido em vários canais de TV de propriedade de religiões evangélicas. Tratamentos médicos e atuação de remédios são diminuídos e substituídos pelo efeito de objetos vendidos como milagrosos. Uma rosa cura reumatismo, uma tocha acesa repele depressão, um copo d'água debela apendicite, uma sandália faz sumir enxaqueca.Na fila entrevistada por um pastor pintoso, de voz empostada como a de todos eles, as pessoas se dizem curadas das mais diversas enfermidades, muitas vezes instadas pelo entrevistador a afirmar que o tratamento médico que fazia anteriormente não causou efeito. Há também objetos e ritos que curam até crise financeira, como um senhor maravilhado por sua conta bancária ter saído do vermelho num passe divino de mágica. Será o dinheiro caindo do céu?O displante na liturgia televisiva chega ao ponto de um pastor conclamar os fiéis para um culto de fim de semana inesquecível. Aos domingos, garante ele repetindo a graça cinco ou seis vezes, ocorre uma batalha épica dentro do templo, entre um "anjo da vida" e um "anjo da morte". E ainda avisa, cheio de charme marqueteiro nos gestos: quando o anjo desce, todos ali ouvem o barulho da descida.Imagino que seja o desembainhar das espadas, ou apenas as asas da imaginação

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Férias que maravilha!!!!

Foram exatos quatro dias na praia de Maxaranguape, no litoral norte do Rio Grande do Norte, nem televisão tinha, só o mar. Pensei até em ficar mais tempo, mas quando fiquei sabendo que haveria uma festa de aniversario de um Grão-Mestre Maçom em uma casa vizinha, veja bem só isso não é motivo para uma fuga desse recanto, mas esse senhor de 72 anos disse que tinha deixado um convite em três casas Maçônicas e já tinha encomendado um boi inteiro e dois carneiros para a festa, ai um fim de semana na praia acabou. Não que eu não goste de férias, mas eu precisava de sossego, e certamente iria faltar chão para tanta gente e carro.


Não deu outra, voltei para casa.

Chegando em casa a primeira coisa que eu vi, meus pais tinham pintando uma parede do meu quarto de uma cor diferente das outras, ai começou a confusão, logo depois um colega de faculdade ligou para mim dizendo, sem deixar nem ao menos dizer alô ”Se alguém ligar e perguntar onde eu estava, diga que eu estava com você!”, ele desligou e eu sem entender nada fiquei. Logo depois ele ligou de novo e disse, ”Diz que eu foi para a festa da tua formatura na praia de Búzios no litoral sul do estado”, eu pelo menos tive tempo de dizer que tinha entendo o recado. Quer dizer, não sei se era a melhor hora para ter voltado para casa ou se era melhor ter ficado na praia.
Férias que maravilha!!!!

Marolas de Lula

O presidente Lula passou pelo Rio Grande do Norte. Veio ver as obras de duplicação da BR-101, no trecho Parnamirim/São José de Mipibu. O projeto é ir até a divisa com a Paraíba e, atravessando o rio Guaju, alcançar João Pessoa. De Parnamirim até a capital da Paraíba são 180 quilômetros. Se a obra for no mesmo ritmo que vem ocorrendo na duplicação da BR-304, entre Parnamirim e Macaíba, será concluída, com muito otimismo, daqui mais ou menos 80 anos. Aí o mundo já não existirá mais segundo as últimas previsões dos cientistas apavorados com o aquecimento do planeta.
A estrada que liga Parnamirim a Macaíba tem pouco mais de 9 quilômetros. Não fecha dez. Sua duplicação foi iniciada ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, lá se vão 6 anos. Atravessou todo o primeiro mandato de Lula. Já entrou no segundo e a obra ainda não terminou. Portanto, tem sido uma média de 1 quilômetro e meio por ano. Faça essa mesma conta com os 180 quilômetros daqui para João Pessoa. Será inaugurada pelo bisneto do presidente.
Lula também é um craque em fazer esse tipo de marola e a gente de besta. Destaco das páginas locais o riso largo da governadora Wilma ao lado de Lula, também rindo que só debaixo daquele chapéu do Batalhão de Engenharia. Uma graça. Estavam mangando de quem?
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