sábado, 10 de março de 2007

Chávez e Hitler

O que há de comum entre Hitler e Chávez?

Fonte: Defesanet.

Hugo Chávez (1954-), atual presidente da Venezuela, e Adolf Hitler (1889-1945), antigo líder e chanceler da Alemanha (1933-1945), apresentam algumas similaridades nas suas carreiras políticas, mesmo que um seja adepto do marxismo e o outro o criador do nazismo, correntes políticas antagônicas.Ambos foram militares antes de ingressarem na política. Ambos fizeram tentativas fracassadas de tomar o poder: Hitler em 1923 e Chávez em 1992. Ambos cumpriram penas por tais tentativas. Hitler foi condenado a cinco anos de prisão, em abril de 1924, e permaneceu preso pouco mais de um ano (incluindo o período antes e durante seu julgamento), sendo libertado em dezembro de 1924, quando o governo decidiu que ele não era perigoso para a sociedade. Chávez permaneceu preso dois anos e foi libertado em 1994, após ter sido perdoado pelo presidente da Venezuela.Tanto Hitler como Chávez chegaram ao poder através do voto e, de forma similar, seus dois países enfrentavam situações econômicas com alta inflação e altas taxas de desemprego. O partido nazista alcançou a maioria no Parlamento nas eleições de abril de 1932. No entanto, o presidente Hindenburg recusou-se a indicar um simples cabo para o cargo de chanceler, indicando o aristocrata Franz von Papen em seu lugar. Como apenas um partido minoritário o apoiava no Parlamento, ele convocou novas eleições em julho, na qual os nazistas conquistaram uma vitória retumbante. Novamente Hindenburg recusou-se a indicar Hitler. Quando o governo von Papen perdeu um voto de confiança no Parlamento, novas eleições foram convocadas, para novembro, quando novamente os nazistas conquistaram a maioria. Uma terceira vez Hindenburg indicou outro nome ao invés de Hitler, desta vez o general Kurt von Schleicher, o qual não conseguiu formar um governo; em janeiro de 1933, Hindenburg não teve alternativa senão a de nomear Hitler como chanceler, com o apoio declarado de industriais e homens de negócios. Em fevereiro de 1933, houve um incêndio no Parlamento, com os comunistas sendo acusados pelo governo como responsáveis, apesar de muito provavelmente terem sido os próprios nazistas que engendraram o incêndio. Com isso, Hitler conseguiu banir seus principais adversários, os comunistas, e em março de 1933, o Parlamento aprovou um ato legislativo que dava plenos poderes a Hitler; alguns partidos, entre eles o social-democrata, foram banidos, ao passo que outros se auto-dissolveram. Em 1934, com a morte do presidente Hindenburg, Hitler passou uma nova lei na qual a presidência era declarada dormente e nomeava ele como líder e chanceler (Führer und Reichskanzler). Todos os integrantes das forças armadas foram obrigados a prestar juramento de fidelidade incondicional a Hitler. Após a conquista total do poder, o governo nazista investiu maciçamente no rearmamento e melhoria das condições de vida da população, incluindo a construção de auto-estradas e de melhores moradias. Todos os meios de produção foram colocados sob o controle do estado. O desemprego diminuiu consideravelmente sem, no entanto, ter sido erradicado como a propaganda nazista apregoou. A inflação foi manipulada pelo governo nazista, a fim de parecer menor do que realmente era; a conquista de vários países nos primeiros anos da II Guerra Mundial contribuiu para reduzir a inflação, já que os depósitos de ouro daqueles países foram tomados pela Alemanha Nazista. Em 1944, houve um atentado fracassado contra a vida de Hitler; todos os integrantes do movimento foram caçados e fuzilados rapidamente. Os poderes absolutos de Hitler, a transformação da Alemanha num estado policial e a agressão a outros países (apoiado pelas perniciosas políticas de apaziguamento da Grã-Bretanha e da França) levaram o mundo ao pior conflito do século XX, quando mais de 50 milhões de pessoas pereceram - e Hitler acabou por se suicidar em 30 de abril de 1945, quando a guerra já estava perdida para a Alemanha.Chávez, após ser libertado, reconstruiu seu movimento político e, com o apoio de bancos estrangeiros à sua campanha presidencial em 1998, foi eleito com 56% dos votos. Seus primeiros atos dentro da chamada "revolução bolivariana" foram de reconstrução do país, com investimentos na construção de estradas e moradias e na saúde pública. Também reverteu processos de privatização em andamento e promoveu reformas na constituição, aumentando o mandato presidencial de cinco para seis anos. Em 2000, após a vitória nas eleições presidenciais, com 60% dos votos, o congresso venezuelano, com o apoio de Chávez, aprovou um ato legislativo que deu poderes a Chávez para governar por decreto por um ano. Em 2001, após Chávez ter decretado a nacionalização da produção de petróleo e derivados e imposição de reforma agrária, houve uma greve geral para tentar forçar Chávez a discutir tais decretos, porém com quase nenhum resultado. Ao final daquele ano a inflação havia caído para aproximadamente 12%, o índice mais baixo desde 1986. Em 2002, após manifestações populares contrárias a Chávez e uma forte reação do governo, Chávez foi deposto pelo comandante das forças armadas venezuelanas no dia 11 de abril; as medidas tomadas pelo novo presidente, Pedro Carmona, revertendo os decretos populistas de Chávez, não foram aceitas pela população pró-Chávez e, dois dias após, Chávez retornou ao poder. Novas medidas foram tomadas, estendendo a reforma agrária, o acesso gratuito à educação até o nível universitário e a nacionalização de atividades econômicas consideradas estratégicas para a Venezuela. A partir de 2004, um forte processo de rearmamento foi iniciado, firmando acordos com a Rússia para suprir desde fuzis automáticos até modernos caças Sukhoi 27. Em 2006, Chávez foi reeleito uma segunda vez, alcançando 63% dos votos. Já nos primeiros meses de governo, Chávez continuou com o processo de nacionalização, dessa vez visando a maior empresa de telefonia do país e as empresas de produção de energia elétrica. Os gastos públicos aumentaram consideravelmente em 2005-2006, o que poderá elevar a inflação. Em fevereiro de 2007, novamente o congresso venezuelano autorizou Chávez a governar por decreto, por um período de dezoito meses, dando a ele poderes ditatoriais.Chávez tem criado uma rede de apoio político a seus projetos no cenário internacional, unindo-se ao governo comunista de Cuba e apoiando abertamente Evo Morales, da Bolívia, em processos similares de nacionalização de atividades econômicas (os quais tem afetado diretamente o Brasil). Hitler fez o mesmo em sua época, formando o Eixo com a Itália fascista de Benito Mussolini e apoiando Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola; ao mesmo tempo, retomou militarmente regiões alemãs retiradas da Alemanha pelo Tratado de Versalhes, causando graves crises políticas na Europa, que acabaram culminando na II Guerra Mundial. Chávez também tem criado tensões no cenário político, interferindo publicamente nas eleições presidenciais do Peru e oferecendo fornecimento de gás a preços reduzidos para populações carentes nos EUA (numa clara demonstração de desafio ao presidente norte-americano), apesar de não haver feito qualquer demanda por territórios pertencentes a países vizinhos.Hitler usou de meios legais para chegar ao poder e para obter o poder absoluto. Chávez fez o mesmo. A história mostra que quando poderes absolutos são concedidos ao dirigente de uma nação, surgem tensões e conflitos internos e externos. Irá a história se repetir, dessa vez na América Latina?
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