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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Arnaldo Jabor: O militante imaginário



Publicado no Estadão

O MI se julga em ação, só que não se mexe. Ele é a favor de um Bem que não conhece bem. O que é o “Bem” para ele, o nosso militante imaginário?
Para o MI de hoje o “Bem” é uma mistura de crenças ideológicas que nos levariam a um futuro de felicidade. A mente de um MI é um sarapatel de leninismo vulgar, socialismo populista, subperonismo, vagos ecos getulistas e um desenvolvimentismo tosco.
Eles gostam de ser militantes porque é bonito ser de uma vaga esquerda enobrecedora; ela abriga, como uma igreja, muitos tipos de oportunismo ideológico. São professores universitários, intelectuais sem assunto, jovens sem cultura política e até mesmo os “black blocs” que já são tolerados e viraram uma espécie de “guarda revolucionária” dos militantes.
Existem vários tipos de militantes imaginários.
Há o militante de cervejaria, de estrebaria e de enfermaria. Bêbados, burros e loucos.
O MI é um revolucionário que não gosta de acordar cedo. É muito chato ir para porta de fábrica panfletar.
O militante verdadeiro, puro, escocês, só gosta de teorias. A chamada “realidade” atrapalha muito com suas vielas e becos sem saída. Os MI’s odeiam a complexidade da realidade brasileira, porque eles aspiram a um absoluto social num mundo relativo; eles querem um Brasil decifrado por três ou quatro slogans.
A grande paixão do MI é a certeza. “Dúvida” é coisa de burguês reacionário, frescura social-democrata ou neoliberal. O MI só pensa no futuro; odeia o presente com suas complicações, idas e vindas. O militantes odeia meios; só tem fins.
Para o MI, o presente é chato. O futuro é melhor porque justifica qualquer fracasso: “Falhamos hoje, mas isso é apenas uma contradição passageira na marcha para a grande harmonia que virá!”. E quanto mais fracassos, mais fé. O MI perde o poder, mas não perde a pose e a fé. A cada uma de suas frequentes derrotas, mais brilha sua solidão de “vítima” do capitalismo. Aliás, ser “contra” o capitalismo justifica tudo e garante uma respeitabilidade reflexiva. E hoje, como o comunismo está inviável, os MI’s lutam pela avacalhação do que já existe, pois não têm nada para botar no lugar.
O MI é uma espécie de herói masoquista, pois tem o charme invencível do derrotado que não desiste.
Os MI’s são em geral românticos, são até bons sujeitos, mas são meio burros.
Há até MI’s cultíssimos, eruditos; porém, burros. Eles não veem o óbvio, porque o óbvio é muito óbvio. Acham que a verdade só existe escondida nas nervuras do real.
Depois de 13 anos de erros sucessivos, quando o PT abriu as portas para o presidencialismo de corrupção, houve o impeachment. Foram longos meses de cuidados constitucionais até a conclusão. O STF, o Congresso, a OAB, a PGR, todos consagraram rituais institucionais corretos.
Mas, não adianta; depois de pixulecos e panelaços, começou a gritaria de “golpe, golpe” e refloriu a primavera dos militantes imaginários que estavam meio arredios, acuados. A desgraça é que eles insistem nas dualidades ideológicas, quando o problema do Brasil é contábil. É a economia, estúpidos! – como disse Carville.
Hoje, eles estão pululando e gritando “Fora Temer”; até sem saber porquê.
Não importa se dilmistas e petistas tenham arrasado o País, jogando-o na maior depressão da história; o que importa para os MI’s é que, mesmo arrebentando tudo, eles portavam a bandeira mágica da revolução imaginária que tudo justifica. Espanta-me a frivolidade desses protestos abstratos. Os MI’s não se permitem nem alguns meses da esperança de que se consertem as contas públicas; destruíram-nas e não deixam consertá-las.
O militante imaginário se considera superior a todos nós, reacionários e caretas.
O MI é uma alegoria de si mesmo; ele não é apenas um indivíduo – ele é mais do que isso, ele é o autodeclarado embaixador do povo. O militante imaginário se considera o sujeito da história, o cara que vai mudar o rumo do erro; enquanto isso, a direita sabe que a história não tem sujeito; só objeto (no caso, o lucro).
Eles lutam pelo passado. São regressistas com toques sebastianistas de paz no futuro e glória no passado. Eles têm uma espécie de saudade de um mundo que já foi bom. Quando foi bom? Durante as duas guerras, no stalinismo, quando?
Ou seja, eles tem saudade de um tempo em que se achava que o mundo poderia vir a ser bom… É a saudade de uma saudade.
O MI acha que o mundo se divide em esquerda e direita – em opressores e oprimidos. Qualquer outra categoria é instrumento dos reacionários. O MI detesta contas, safras de grãos, estatísticas, tudo aquilo que interessa à velha direita. Por isso, ela ganha sempre.
O militante imaginário não pode ser confundido com o patrulheiro ideológico. Este vigia os desvios dos outros. O MI brilha como um exemplo a ser seguido. O MI só ama o todo.
Enquanto a direita só ama a “parte” (sua, claro). O MI nunca leu O Capital; a direita também não, mas conhece o enredo. O MI vive falando em “democracia”, mas não acredita nela. Como sempre, os MI’s só defendem a democracia como estratégia (“a gente apoia e depois esquece…”) .
Ultimamente, os MI’s andam eufóricos – não precisam mais governar e outras chateações administrativas. Agora, estão na doce condição de vítimas. E por aí vão, se enganando, se sentindo maravilhosos guerreiros com “boa consciência”, enquanto contribuem para a paralisia brasileira. É isso aí…
O MI me lembra uma frase de Woody Allen que adoro:
“A realidade não tem sentido, mas ainda é o único lugar onde ainda se pode comer um bom bife”.
O MI não quer bife.

sábado, 26 de março de 2016

Acabou lulare


Blog do Noblat

 

O ocaso de um mito chamado Lula

Lula (Foto: André Coelho / Agência O Globo)Lula (Foto: André Coelho / Agência O Globo)
Neste momento em que a Operação Lava Jato desconstrói a imagem de Lula, depurando-a de todos os artifícios, instala-se uma espécie de assombro geral nos meios intelectuais e artísticos do país, onde ainda reina forte resistência aos fatos.
Tal depuração baseia-se em alentados registros – e o mais eloquente vem da própria voz de Lula, captada nos recentes grampos telefônicos, autorizados pela Justiça, em que exibe solene desprezo pelas instituições, em especial o Judiciário.
Não se deve apenas aos truques do marketing político-eleitoral a construção da imagem do falso herói. Bem antes do advento dos Duda Mendonça e João Santana, hoje às voltas com a Justiça, Lula já desfrutava de altíssimo conceito redentor, esculpido no âmbito universitário, onde o projeto do PT foi engendrado.
E aqui cabe repetir o bordão lulista: nunca antes neste país, um presidente da República foi brindado com tantos títulos honoris causa por parte de universidades, mesmo sem ter dado – ou talvez por isso mesmo - qualquer contribuição à atividade intelectual.
Ao contrário: Lula e seus artífices difundiram o culto à ignorância e ao improviso, submetendo a atividade intelectual à condição subalterna de mera assessora de um projeto populista.
A epopeia de alguém que veio de baixo e galgou o mais alto cargo da República fascinou e comoveu a intelligentsia brasileira, que o transfigurou em gênio da raça. Pouco interessava o como e o quê fez no poder – questões que agora se colocam de maneira implacável -, mas o simples fato de que a ele chegou.
O símbolo falsificava o ser humano por trás dele. E o país embarcou numa ilusão de que agora, dolorosamente – e ainda com espantosas resistências, – começa a desembarcar.
Fernando Henrique Cardoso, símbolo da nata acadêmica nacional, deixou suas digitais nesse processo. A eleição de Lula, em 2002, contou com sua colaboração. Como se recorda, FHC desengajou-se da campanha presidencial de José Serra, dizendo a quem quisesse ouvi-lo: “Agora, é a vez de Lula”.
Conta-se que, naquela ocasião, ao recebê-lo em Palácio, chegou a oferecer-lhe antecipadamente a cadeira presidencial. Era o sociólogo sucedido pelo operário, ofício que Lula já não exercia há mais de duas décadas. As cenas da transmissão da faixa presidencial, encontráveis no Youtube, mostram um Fernando Henrique ainda mais deslumbrado que seu sucessor.
Lula, na ocasião, disse-lhe: “Fernando, aqui você terá sempre um amigo”. No dia seguinte, cessou o entusiasmo: o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, em sua primeira entrevista, mencionava a “herança maldita” do governo anterior, frase repetida como mantra até os dias de hoje.
E o “amigo” não mais pouparia seu antecessor, por quem cultiva freudiana hostilidade. A erudição, ao que parece, o incomoda, embora a vida lhe tenha proporcionado meios bem mais abundantes de obtê-la que a outros grandes personagens da cultura brasileira, de origem tão modesta quanto a sua, como Machado de Assis, Gonçalves Dias e Cruz e Souza, mestiços que, em plena escravidão, ascenderam ao topo da vida intelectual do país.
O mito Lula começou ainda na década dos 70, em pleno governo militar – e contou com a cumplicidade do próprio regime, que, por ironia, o viu como peça útil na desconstrução da esquerda, abrigada no velho MDB e em vias de defenestrar eleitoralmente o partido governista, a Arena. O regime extinguiu casuisticamente o bipartidarismo, de modo a esvaziar a frente oposicionista.
A frente, em que a esquerda tinha protagonismo, entendia que não era oportuno o surgimento de um partido de base sindical, que a esvaziaria, diluindo os votos contrários ao regime. Lula foi peça-chave nesse processo, concebido pelo general Golbery do Couto e Silva, estrategista político do governo militar.
Há detalhes reveladores em pelo menos dois livros recentes: “O que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto, que cobriu as greves do ABC pelo Jornal do Brasil naquele período, e com ele conviveu; e “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Jr., cujo pai, o falecido delegado Romeu Tuma, então chefe do Dops, foi carcereiro de Lula, no curto período em que esteve preso.
Tuma e Nêumanne convergem num ponto: Lula foi informante do Dops, o que lhe facilitou a construção do PT, a cujo projeto se agregariam duas vertentes fundamentais - a esquerda universitária paulista e o clero católico da Teologia da Libertação.
Essa gênese explica a trajetória vitoriosa do partido: o clero proporcionou-lhe a capilaridade das comunidades eclesiais de base e os acadêmicos prestígio e acesso à grande mídia.
A ambos, o PT retribuiu com Lula, o símbolo proletário de que careciam para forjar o primeiro líder de massas que a esquerda brasileira produziu e que a levaria, enfim, a vencer eleições presidenciais. Deu certo – e deu errado.
Lula chegou lá, mas corre o risco de concluir sua trajetória na cadeia. Os acertos de seu primeiro governo derivam da rara conjunção de uma bonança econômica internacional com os ajustes decorrentes do Plano Real. Finda a bonança e desfeitos os ajustes, restou a evidência de que não havia (nunca houve) um projeto de governo – e tão somente um projeto de poder.
A Lava Jato, ao tempo em que reduz Lula a seu exato tamanho, político e moral – e, ao que se sabe, há ainda muito a vir à tona -, mostra o que fez, à frente do PT e do país, para que esse projeto se consolidasse e o eternizasse como pai dos pobres – uma caricatura de Vargas, com mais dinheiro e menos ideias.
De gênio político, beneficiário de uma conjuntura que desperdiçou, lega à posteridade sua grande obra: Dilma Roussef, personagem patética que tirou do anonimato para compor um dos momentos mais trágicos da história da República.
O historiador do futuro terá o desafio de decifrar o que levou a inteligência do país – cujo dever de ofício é antever e evitar tais desvios - a embarcar num projeto suicida, a serviço da estupidez, não hesitando em satanizar os que a ele se opõem.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O PT tem o ódio como praxis

O PT odeia a imprensa livre.
O PT odeia a liberdade.
O PT odeia a divergência.
O PT odeia a diferença.
O PT odeia a democracia.
É mentira que o PT goste de trabalhadores. Gosta de trabalhadores que carreguem bandeira. Gosta de trabalhadores que carreguem a sua bandeira.
É mentira que o PT goste de minorias. Gosta de minorias que carreguem bandeira. Gosta de minorias que carreguem a sua bandeira.
O PT não gosta de gays. O PT gosta de gays militantes.
O PT não gosta de negros. O PT gosta de negros militantes.
O PT não gosta de mulheres. O PT gosta de mulheres militantes.
Para o PT, um gay que não é militante é só uma bicha louca.
Para o PT, um negro que não é militante tem a alma branca.
Para o PT, uma mulher que não é militante é uma só uma Amélia.
O PT gosta de causas, não de pessoas.
O PT gosta de escravos livres, não de homens livres.
O PT gosta de teses, não de antíteses.

Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Bolsa voto

O voto de cabresto tá explicado.

Taí por que a bosta deste partido do diabo continua no poder.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mais uma prova que a esquerda é repressora

Ainda no rastro da passagem pela blogueira cubana, Yoani Sánchez, hostilizada pelos petistas e comunistas extremados, destaco trechos do artigo do jornalista político, Merval Pereira, publicado ontem no Globo:

- A passagem de Yoani pelo Brasil, coincidindo com os festejos do PT, serviu para ressaltar a face mais escura da coalização de esquerda que governa o país há dez anos.

- A truculência dos manifestantes, as acusações distribuídas pela blogosfera com as digitais de uma manipulação oficial, o espírito autoritário que tenta a todo custo impedir que o adversário se expresse, todos esses ingredientes típicos de regimes onde o pensamento único é imposto pela força do Estado estiveram presentes nas manifestações de extremistas contra a dissidente cubana.

- Até mesmo no Congresso, onde as diversas linhas de pensamento devem estar representadas, houve tentativas, por parte de deputados e senadores esquerdistas, de impedir a circulação de Yaoni, numa demonstração de que havia mesmo uma orquestração disposta a impedir que ela se manifestasse livremente no país.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Outra década perdida

O crescimento frustrante da economia brasileira no terceiro trimestre do ano pode ter despertado o país de seu sonho de finalmente chegar ao caminho do desenvolvimento, na avaliação de um artigo publicado nesta segunda-feira pelo diário econômico britânico "Financial Times".

"Será que o sonho brasileiro de finalmente sair da chamada armadilha da renda média após uma década de crescimento econômico sólido está emperrando de repente?", questiona o texto, assinado pelo correspondente do jornal em São Paulo, Joe Leahy.

O jornal comenta que o crescimento de 0,6% do PIB no terceiro trimestre foi não somente a metade do que o previsto dias antes pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, como também foi inferior ao esperado pelo "mais pessimista dos analistas de mercado".

"Para a presidente Dilma Rousseff, além do embaraço pela previsão errada, o mais preocupante será descobrir que diabos deu errado na economia", diz o jornal.

Pior da década

O artigo, intitulado 'Dor da meta de crescimento perdida sacode o Brasil de seu sonho", observa que tirando o atípico ano de 2009, quando a economia global sofreu um colapso, o crescimento no ano de 2012 será o pior da década para o Brasil, apesar de várias ações do governo para tentar estimular o crescimento.

Para o correspondente do Financial Times, as medidas do governo não tocaram no problema da falta de competitividade de setores como o automotivo, protegido das importações que poderiam forçar uma melhoria de competitividade.

Fonte UOL.

Se os mais novos fizerem uma busca no CR, veram que era pedra cantada e decantada por alguns dos nossos colegas.

Desde pelo menos 20 anos, que a batata das reformas fiscal e administrativa vem assando, e agora queimou!!!

Queimou mesmo...



O jornal observa que a política do Partido dos Trabalhadores de proteger os empregos vem mantendo a taxa de desemprego nos níveis mais baixos da história, mas afirma que isso traz consigo maiores custos trabalhistas.

Por fim, o artigo afirma que "apesar de os brasileiros ainda não estarem sentindo o impacto da desaceleração, os investimentos vêm se retraindo de maneira silenciosa". O jornal comenta que os investimentos no país, "já baixos para um país em desenvolvimento", caíram 1,9% no terceiro trimestre.

O jornal comenta que o "sempre otimista" Mantega ainda promete um crescimento de 4% no ano que vem, mas afirma que "em lugar de fazer promessas rosadas, o governo deveria usar a desaceleração para promover as dolorosas reformas necessárias para acelerar a transformação do Brasil de uma economia baseada no consumo em uma balanceada por mais investimentos".

Para o autor, a determinação mostrada pelo governo em promover a redução das tarifas de eletricidade ou o corte nas taxas de juros também deveria ser aplicada na reforma tributária, no combate à burocracia pouco eficiente, no enfrentamento de interesses escusos da iniciativa privada e na construção de infraestrutura.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Politica do PT é toma lá, dá cá

Esse texto não é meu, é de um conhecido no Facebook. Mas vale muito para explicar o modus operandi do PT e seu aparelhamento do Estado. 

Vê se pode. Uma empresa com nome de fantasia de AEIOU. Pensa que é de alfabetização? Não! É operadora de telefonia celular, sem tradição, competência técnica e outros requisitos necessário, mesmo assim obteve licença da ANATEL (no governo do PT) para operar logo em SP. Deu um calote de R$ 150,00 milhões, não teve a licença caçada e agora o antigo presidente da ANATEL (do governo do PT) passou a ser seu consultor e o calote de R$ 150,00 milhões vai se transformar em um lucro de R$ 500,00 milhões.  
Tem cheiro de armação no ar gente. Fica alerta Ministério Público! É uma indignação para os brasileiros que pagam impostos com o suor de seu trabalho. Sabe quem está nas sombras dessa nova armação? A Erenice Guerra! Eita! Brasil rico danado para suportar tanto desmando.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Manchetes do mensalão

No amanhecer passo a vista nas manchetes que a internet ajuda ler num pacote só. A condenação de José Dirceu está em todas as manchetes. A dele, a de Genoíno e de Delúbio, os três da fina flor do PT. O julgamento do Supremo ocupa as capas dos principais jornais do país e repercute também na mídia internacional. A manchete de O Globo foi a mais extensa e a mais incisiva: “A hora da verdade – STF condena Dirceu por comandar o mensalão”. A da Folha de S. Paulo, a mais enxuta, numa só palavra: “Culpados”. Se Nelson Rodrigues fosse vivo teria cobrado uma exclamação: “Culpados!”

O jornal “Estado de Minas”, de Belo Horizonte, e a “Zero Hora”, de Porto Alegre, usaram o mesmo adjetivo. O mineiro, no plural: Condenados; o jornal gaúcho, no singular: Condenado. O Estado de S. Paulo foi direto ao principal: “Supremo condena Dirceu”, mais ou menos na mesma linha do Jornal do Commércio, de Recife: “Zé Dirceu é condenado”. O “Valor Econômico” completou: “José Dirceu é condenado por corrupção”. A manchete da Tribuna do Norte, didática: “STF confirma condenação de Dirceu, Genoíno e Delúbio”.

De todas, a que mais gostei foi a do Correio Braziliense: “Como fica o PT após a condenação de Dirceu”. Tem um pedacinho de suspense que interessa a plateia inteira, até  porque a história não termina com o julgamento do STF e o PT continua com muita força na política do país. Como ficará o PT? O Correio diz na abertura da matéria que José Dirceu, mesmo condenado, mesmo na prisão, continuará com muita influência no partido que ajudou a construir. Vejamos o texto do jornal de Brasília:

“Mesmo condenado pelo STF por corrupção, o poder de Dirceu é tão grande dentro do PT que ele deve continuar influenciando os rumos do partido, inclusive em 2014, ainda que tenha de cumprir pena na prisão. Muitos petistas graduados atribuem a ele a eleição de Lula. Mas há quem preveja também uma perda de espaço pelo ex-ministro e aliados dentro do próprio PT e no governo Dilma.”

“O cara vai para a cadeia. Como é que vai ter força?”, pergunta uma liderança petista. Na sessão de ontem, a mais emblemática do julgamento do mensalão, Genoíno e Delúbio também foram considerados culpados pelo Supremo. Em nota, Dirceu diz acatar a decisão, mas afirma que não se calará: “Continuarei a lutar até provar minha inocência”.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Começa hoje...

Decorridos sete anos, o mensalão (verdadeiramente olímpico) começa a ser julgado hoje, noite de lua cheia e clima seco, muito seco, em Brasília, pelo Supremo Tribunal de Justiça. O país vive uma grande expectativa. Até nas Olimpíadas de Londres, entre os brasileiros que estão por lá, não se fala de outra coisa. Mas os súditos da Rainha Elisabeth também acompanham com interesse o caso brasileiro. É o que atesta o jornalista Clóvis Rossi, repórter especial da Folha de S. Paulo, no seu artigo “O mensalão já foi julgado. Até em inglês”. Começa assim:

- Eis que “mensalão” já tem a sua devida tradução e análise para o inglês: a revista “The Economist”, que começou a circular ontem, trata do “big monthly stipend”, quase que torcendo para que alguns dos réus sejam condenados. É o que se pode deduzir do trecho em que a revista diz, primeiro, que o fato de que “o mensalão tenha, afinal, sido levado a julgamento já é um progresso”, para completar depois: “Cadeia para políticos corruptos pode ainda ser improvável, mas já não impensável”.

Clóvis Rossi cita ainda uma passagem da matéria da revista inglesa que, às folhas tantas, afirma: “O escândalo moeu a pretensão do PT de representar uma nova política, mais limpa” para em seguida, ele próprio Rossi escrever: “Na verdade, se o Brasil fosse um país sério, o ‘big monthly stipend” já teria sido punido, pela simples e boa razão de que é crime confessado pelo principal dirigente do PT, o icônico Luiz Inácio Lula da Silva”.

Lembra, então, a entrevista que Lula deu em Paris, na qual afirmou que o seu partido fizera o que todo mundo por estas bandas tropicais faz. O tal do caixa-2. Os ingleses dizem, segundo Rossi, “off the books”, bem mais bacana do que caixa-2. A revista traduz a versão brasileira desta prática comum  em nossos partidos políticos:

- Alguns admitiram ter ajudado as finanças de partidos políticos ‘off the books (em inglês, caixa-2 fica menos agressivo, não é?), o que é ilegal, mas comum no Brasil”.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A trajetória do PT

De volta ao batente, fiquem com este artigo do jornalista Alex Medeiros.

A trajetória do PT

Q
uando foi fundado, o Partido dos Trabalhadores (PT) se proclamou agente das transformações políticas e sociais que, pautadas pelo rigor da ética e pelo mais genuíno sentimento de justiça social, mudariam a cara do Brasil. Trinta e um anos depois, há oito no poder, o PT pode se orgulhar de ter contribuído - os petistas acham que a obra é toda sua - para melhorar o País do ponto de vista do desenvolvimento econômico e da inclusão social.

Mas nada no Brasil mudou tanto, nessas três décadas, como a cara do próprio PT. O antigo bastião de idealistas, depois de perder pelo caminho todos os mais coerentes dentre eles, transformou-se numa legenda partidária como todas as outras que antes estigmatizava, manobrada por políticos profissionais no pior sentido, e, como nem todas, submissa à vontade de um "dono", porque totalmente dependente de sua enorme popularidade. Esse é o PT de Lula 31 anos depois.


Uma vez no poder, o PT se transformou em praticamente o oposto de tudo o que sempre preconizou. O marco formal dessa mudança de rumo pode ser considerado o lançamento da Carta ao Povo Brasileiro, em junho de 2002, a quatro meses da eleição presidencial em que pela primeira vez Lula sairia vitorioso.

Concebido com o claro objetivo de tranquilizar o eleitorado que ainda resistia às ideias radicais e estatizantes do PT no âmbito econômico, entre outras coisas a Carta arriou velhas bandeiras como o "fora FMI" e passou a defender o cumprimento dos contratos internacionais, banindo uma antiga obsessão do partido e da esquerda festiva: a moratória da dívida externa.

Eleito, Lula fez bom uso de sua "herança maldita". Adotou sem hesitação os fundamentos da política econômico-financeira de seu antecessor, redesenhou e incrementou os programas sociais que recebeu, barganhou como sempre se fez o apoio de que precisava no Congresso e, bafejado por uma conjuntura internacional extremamente favorável, bastou manejar com habilidade os dotes populistas em que se revelou um mestre para tornar-se um presidente tão popular como nunca antes na história deste país.

E o balzaquiano PT? O partido que pretendia transformar o País passou a se transformar na negação de si mesmo. E foi a partir daí que começaram as defecções de militantes importantes, muitos deles fundadores, decepcionados com os novos rumos, principalmente com os meios e modos com que o partido se instalou no poder. O mensalão por exemplo.
Os anais da recente história política do Brasil registram enorme quantidade de depoimentos de antigos petistas que não participaram da alegre festa de 31.º aniversário do partido - na qual o grande homenageado foi, é claro, ele - porque se recusaram a percorrer os descaminhos dos seguidores de Lula. Um dos dissidentes é o jurista Hélio Bicudo, fundador do PT, ex-dirigente da legenda, ex-deputado federal, ex-vice-prefeito de São Paulo.

Em depoimento à série Decanos Brasileiros, da TV Estadão, Bicudo criticou duramente os partidos políticos brasileiros, especialmente o PT: "O Brasil não tem partidos políticos. Os partidos, todos, se divorciaram de suas origens. E o PT é entre eles - digo-o tranquilamente - um partido que começou muito bem, mas está terminando muito mal, porque esqueceu sua mensagem inicial e hoje é apenas a direção nacional que comanda. Uma direção nacional comandada, por sua vez, por uma só pessoa: o ex-presidente Lula, que decide tudo, inclusive quem deve ou não ser candidato a isso ou aquilo, e ponto final".

Bicudo tem gravada na memória uma das evidências do divórcio de seu ex-partido com o idealismo de suas origens. Conta que, no início do governo Lula, quando foi lançado o Bolsa-Família, indagou do então todo-poderoso chefe da Casa Civil, José Dirceu, os objetivos do programa. Obteve uma resposta direta: "Serão 12 milhões de bolsas que poderão se converter em votos em quantidade três ou quatro vezes maior. Isso nos garantirá a reeleição de Lula".
De qualquer modo, há aspectos em que o PT é hoje, inegavelmente, um partido muito melhor do que foi: este ano, com base na contribuição compulsória de seus filiados, pretende recolher a seus cofres R$ 3,6 milhões. Apenas 700% a mais do que arrecadava antes de assumir o poder.
O PT está completamente peemedebizado.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A palhaçada com Monteiro Lobato

 Por Woden Madruga.

A censura aos livros infanto-juvenis de Monteiro Lobato, determinada pelo Conselho Nacional de Educação, medida absurda que tem merecido o repúdio dos meios intelectuais brasileiros (protesto da Academia Brasileira de Letras) e que vem  repercutindo na Europa (escritores e artistas manifestam sua indignação) também é motivo de protesto no Jalapão, onde vive o botânico Florentino Vereda, eventual colaborador desta coluna. O Jalapão fica no Estado de Tocantins e constitui a maior área contínua de Cerrado do Brasil. Lá está o Parque Estadual do Jalapão, no qual Vereda, depois de pesquisas sobre Mangabeira, volta agora a sua curiosidade científica para o Capim Dourado (conservação e manejo). Pois foi do Jalapão, olhando para a Cachoeira da Velha, que Florentino Vereda escreveu a carta recordando o tempo que frequentava o Sítio do Pica Pau Amarelo e flertava com Narizinho e Emília. Confira a ironia do ilustre missivista:

“Meu caro Woden:

Cá pra nós, você não acha que o Brasil está vivendo um revisionismo digno do Camarada Mao, que mal lhe pergunte? Não que eu seja contra. Afinal, a História deve ser reescrita para que se corrijam os erros do passado, agora que o Brasil foi redescoberto pelos “cumpanhêros” do PT. Veja, por exemplo, Monteiro Lobato, leitura preferida do meu tempo de menino. Uma nova leitura da sua obra e das suas posições políticas parece mostrar que ele foi um mestre do duplo sentido. A começar pelo “SÍTIO DO PICAPAU AMARELO”, cujo título estampa, disfarçadamente, dois palavrões de conteúdo erótico e machista. Poderia chamar-se “SÍTIO DO PERERECA VERMELHA”, não acha?

O Saci-Pererê teve a perna esquerda amputada (inda bem que naquela época não havia SUS) e pula com a direita, o que me leva a crer que Lobato era um anticomunista. Tia Anastácia, uma negra (desculpe, afro-descendente) sem cultura, não passa de uma escrava aceita na casa de Dona Benta, a quem lhe serve, fiel e submissa, trabalhando sem carteira assinada. E o pó-de-pirlimpimpim, que fazia as crianças viajarem? Existe algo mais explícito? Hoje, adulto de cabeça feita, não tenho dúvidas de que Lobato, ao pregar a exploração do petróleo – ouro negro – subliminarmente, defendia a volta da escravidão. Como pude ser tão ingênuo...

Em boa hora o Conselho Nacional de Educação resolveu recomendar a retirada de toda a obra de Monteiro Lobato das escolas. Talvez o efeito-Lobato possa explicar atual crise cultural por que o Brasil atravessa. As letras das músicas refletem esse vazio. Dia desses, no rádio do carro (entre as cidades de Mateiros e Ponta Alta do Tocantins), ouvi um forró cujo refrão dizia:

Eu sou um tarado.Comi o mico leão dourado.

 Pode? Por estas e outras é que sugiro também a revisão das letras de várias cantingas-de-roda (êpa!!!) cujo conteúdo poderá corromper crianças e adolescentes:

Atirei o pau no gato tô-tô Mas o Ibama-ma-ma me prendeu-deu-deu...

(...)

O cravo brigou com a rosa no pátio da fazenda O cravo foi condenado pela Lei Maria da Penha..

Tá certo. A rima não é boa, mas, convenhamos, é politicamente correta. Queria o quê?

Músicas aparentemente ingênuas, mas de forte apelo erótico, seriam abolidas de vez. Exemplo: O pião entrou na roda, o pião... Sobrariam apenas umas poucas, atualíssimas!

Se gritar pega-ladrão Não fica um, meu irmão...

Aí poderemos dormir sossegados. De hoje em diante só vou ler Paulo Coelho.

Um abraço ecológico,

Do seu admirador Florentino Vereda.

P.S.: - Como vai o carnatal? Os emergentes devem estar se sentindo  no paraíso.

domingo, 14 de novembro de 2010

Os dados da corrupção

Você sabe quanto custa a corrupção para o Brasil?

Chorem seu pobre-rico dinheiro nos tilintares de champanhe comprado com a bolsa da viúva: entre R$ 41,5 bilhões e R$ 69,1 bilhões por ano.

A estimativa é do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação da Fiesp.

Valores que equivalem a coisa de 1,38% a 2,3% do PIB.

»...À viúva

Enquanto isso, o governo federal manobra com governadores a volta da CPMF, imposto sobre o cheque.

Dados enviados pelo comentarista do blog Abelhinha ‘Çivirino’ revelam que em 2008 foram arrecadados cerca de R$ 40 bilhões.

Mas a saúde nunca melhorou. Pelo contrário, cada vez mais moribunda.

Para solucionar o caos, ele dá a dica, melhor impossível: - “acabe-se com a ladroagem na atividade política e aplique-se todo esse dinheiro integralmente na Saúde Pública. A população, sobretudo os mais carentes, vão agradecer o que na verdade constitui um dever daqueles que ostentam a qualificação de homens públicos”.

»Pois bem!

Não existe mistério nem segredo para a solução na saúde pública, que não é arrancar mais dinheiro do bolso sofrido do povo, mas sim estancar o sagramento desmedido da corrupção.

Se o governo quiser, consegue, pois governantes são eleitos para encontrar soluções diante de dificuldades. E este é o maior desafio de todos eles.

»Contramão

Mas, lamentavelmente, a presidenta eleita Dilma Rousseff já começou mal a partir da sua equipe de transição, nomeando uma implicada na máfia dos sanguessugas.

Ao ser descoberta pela imprensa, logo foi exonerada. Mas a intenção e a nomeação deixaram trombas de elefantes atrás das orelhas...

Também nomeou – com salário de R$ 6,8 mil, pago pelo governo, o que permite a lei – uma cabeleireira gaúcha, que até o ano passado trabalhava num salão de beleza em Porto Alegre (RS) e mantinha um blog com dicas sobre cabelos até a nomeação. Dilma justificou que ela – que trabalhou na produção da campanha – será uma secretária trilingue, enquanto a cabeleireira não sabe qual a sua função...

Por: Eliana Lima - Tribuna do Norte.

domingo, 24 de outubro de 2010

A Esquerda!!! Que Esquerda???

Ah, minha juventude! Tudo era possível. Ou se era direita ou esquerda. Ser direita era “careta”. Ser esquerda era a pré-salvação das garras dos capitalistas. Enquanto a oportunidade não chegava, assobiavam baixinho a “internacional socialista”, liam, escondidos no banheiro, “O Capital”, mesmo sem entender bulhufas e a “playboy”, entendendo tudo, além de ouvirem a Rádio de Moscou no Motorola do fusca. Alguns malucos levaram tão a sério que morreram de porrada nos porões. Outros, mais espertos, concluíram que, melhor que apanhar era aderir ao sistema, principalmente quando não havia mais perigo.

- De mansinho, todo mundo foi mudando de lado. Uns encabulados, outros, descarados. Ficou fácil, mas – cá pra nós  - perdeu o encanto. Políticos paridos e embalados no berço da ditadura posam de esquerdistas. Ex-guerrilheiros assaltam os cofres públicos. Gente que nunca levou um grito dum sargento faz fila para receber a “bolsa ditadura”. Ser de esquerda virou apenas um negócio, um projeto pessoal. Temos esquerda para tudo. Aliás, só temos esquerda. Na atual eleição os mais votados foram, com diferentes graus de intensidade, de esquerda. Sem falar nos que não conseguiram ficar à esquerda da vírgula. Há dezesseis anos somos governados pela esquerda.

- Mudou? Certamente. Mas ficou melhor? Há controvérsias. Nestes três lustros, o país sofreu transformações nunca imaginadas pelos jovens idealistas dos anos sessenta, eu inclusive. O Brasil circula elegante e faceiro pelos salões de Wall Street e empresta dinheiro ao FMI. Até um trem-bala querem comprar. Talvez porque, à velocidade com que viaja, perdem-se os detalhes da paisagem social desde nosso Pindorama. Como uma imagem distorcida, há sempre uma nota dissonante na sinfonia do novo mundo brasileiro. A realidade e a utopia convivem em permanente promiscuidade, do Oiaí ao Chupoque.

- Os banqueiros, velhos inimigos da esquerda, enchem o rabo e os bolsos de dinheiro, surfando na maior taxa de juros do planeta. Passagens de avião são vendidas a preço de banana, com direito a pernoite nos bancos dos aeroportos. A saúde e a educação deveriam ser direito de todos, mas enquanto as escolas viram escombros, nos hospitais as filas são cada vez mais felás. Temos leis para tudo,mas as cadeias continuam se entupindo em progressão geométrica. O crime organizado vence o Estado desorganizado e corrupto, criando novas táticas de roubo, desde explosões de caixas a sequestro-relâmpago. As ruas estão infestadas de bandidos de quinze, dezesseis anos, ironicamente nascidos no ano em que a esquerda tomou o poder. Viverão, no máximo, trinta anos, pouco mais de um terço da expectativa de vida do brasileiro.

- Nas ruas, bandidos nos apartamentos e condomínios, moradores apavorados, escondidos atrás de guaritas, cercas eletrificadas, grades, alarmes e vigilantes turbinados. Nas avenidas enfeitadas para os turistas, meninas-moças, que não sabem de esquerda ou direita, ganham a vida com o centro, vendendo a sua inocência como fruta da vez. Temos um dos códigos de trânsito mais avançados do planeta, mas não conseguimos disciplinar o caos urbano que engaveta jamantas, jipões, motos e carroças jumentícias, disputando espaço nas avenidas e ruas duplicadas, produzindo uma estatística de centenas de mortes por dia.

- Ao invés de se extinguir a miséria, institucionalizou-se a pobreza. Hoje, ser pobre dá status. A esmola tem nome bonito e já não mata de vergonha, mas ainda vicia o cidadão. Vive-se entre o “bolsa-família” e a “bolsa ou a vida”. Aos patrícios foram dados direitos, e negligenciados os deveres de casa minha, minha vida.

Meu voto ainda é da esquerda, mas a do meu tempo.

Florentino Vereda

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O verdadeiro PT (2)

Provem que é mentira!!!
1985 - O PT é contra a eleição de Tancredo Neves e expulsa os deputados
que votaram nele.
1988 - O PT vota contra a Nova Constituição que mudou o rumo do Brasil.
1989 - O PT defende o não pagamento da dívida brasileira, o que
transformaria o Brasil num caloteiro mundial.
1993 - Itamar Franco convoca todos os partidos para um governo de
coalizão pelo bem do país. O PT foi contra e não participou.
1994 - O PT vota contra o Plano Real e diz que a medida é eleitoreira.
1996 - O PT vota contra a reeleição. Hoje defende.
1998 - O PT vota contra a privatização da telefonia, medida que hoje nos
permite ter acesso a internet e mais de 150 milhões de linhas telefônicas, e180 milhões de celulares.
1999 - O PT vota contra a adoção do câmbio flutuante.
1999 - O PT vota contra a adoção das metas de inflação.
2000 - O PT luta ferozmente contra a criação da Lei de Responsabilidade
Fiscal, que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadarem,
ou  seja, o óbvio que não era feito no Brasil.
2001 - O PT vota contra a criação dos programas sociais no governo
Fernando Henrique: Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, PETI e outras bolsas são classificadas como esmolas eleitoreiras e insuficientes.
Quase toda atual estrutura sócio-econômica do Brasil foi construída no
período listado acima.
O PT foi contra tudo e contra todos.
Hoje roubam todos os avanços que os outros partidos promoveram e posam como os únicos construtores de um país democrático e igualitário.
Já que o PT foi contra tudo e contra todos desde a sua fundação, fica
uma pergunta para que os leitores respondam:
Em 8 anos de governo, quais as reformas que o PT promoveu no Brasil para mudar o que os seus antecessores deixaram?



DEPOIS FALAM QUE EU SOU IMPLICANTE COM O PT

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Porque a economia melhorou com o PT no governo

1989 - O PT defende o não pagamento da dívida brasileira, o que transformaria o Brasil num caloteiro mundial.

1993 - Itamar Franco convoca todos os partidos para um governo de coalizão pelo bem do país. O PT foi contra e não participou.

1994 - O PT vota contra o Plano Real e diz que a medida é eleitoreira.

1998 - O PT vota contra a privatização da telefonia, medida que hoje nos permite ter acesso a internet e mais de 150 milhões de linhas telefônicas.

1999 - O PT é contra a adoção do câmbio flutuante.

1999 - O PT vota contra a adoção das metas de inflação.

2000 - O PT luta ferozmente contra a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadarem, ou seja, o óbvio que não era feito no Brasil.

2001 - O PT vota contra a criação dos programas sociais no governo Fernando Henrique: Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, PETI e outras bolsas são classificadas como esmolas eleitoreiras e insuficientes.

Não está claro? A economia melhorou porque o PT deixou de ser oposição! Some-se a isso o fator China, e pronto, sabemos porque as coisas melhoraram na economia nos últimos anos.

"Os comunistas sempre souberam chacoalhar as árvores para apanhar no chão os frutos. O que não sabem é plantá-las..." (Roberto Campos)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O projeto de governo do PT

“O PT de Dirceu que Dilma esconde”. É o título do artigo de Eliane Catanhêde publicado na Folha de S. Paulo de ontem. É glosando um mote do próprio José Dirceu que, numa palestra com os petroleiros da Bahia, afirmou que o PT terá mais poder no governo de Dilma do que no atual de Lula. No mesmo tempo que o artigo é publicado sai na mídia um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) prevendo que o PT elegerá nas eleições de 3 de outubro a maior bancada na Câmara dos Deputados, ultrapassando a do PMDB.

Os dados do DIAP, divulgados no seu  saite na internet, foram comentados por Josias de Souza, em seu blogue da Folha, quase ao mesmo tempo em  que Eliane Catanhêde alinhava o seu artigo, começando assim: “A declaração de que o PT terá mais poder com Dilma do que com Lula, feita pelo ex-ministro José Dirceu, eterno presidente de fato do partido, é motivo para reflexões, avaliações e projeções muito sérias. Até porque – ou principalmente porque – o PT tem sido um ausente do discurso de Dilma na campanha.”

Adiante, destaca:

- A julgar pelas pesquisas, o PT vem numericamente forte por aí. Vai fazer uma bancada grande e experiente no Senado (calcanhar-de-Aquiles de Lula) e tende a ultrapassar o PMDB como maior bancada na Câmara (aliás, desbancando a candidatura do peemedebista Henrique Eduardo Alves para a presidência da Casa).

E acrescenta:

- O PT, então, será o líder do Congresso de uma imensa tropa formada desde o PC do B ao PP de Maluf, depois de já ter transformado a CUT, o MST e a UNE em agências do governo, financiadas com recursos públicos; já ter aparelhado o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Petrobras, o BNDES; e estrear em vias de “extirpar” a oposição, como disse Lula sobre o DEM, enquanto ataca pessoalmente os tucanos Tasso Jereissatti, no Ceará, e Arthur Virgílio, no Amazonas. E aí entra a fala de Dirceu: ‘A eleição de Dilma é mais importante do que a do Lula, porque é a eleição de um projeto político’.

Saindo da leitura de Eliane Catanhêde vejamos como Josias de Souza, também da Folha, trata da projeção do DIAP, enfileirando os números que poderão identificar as próximas bancadas – partido por partido – no Congresso:

- Em sua segunda versão o estudo (do DIAP) prevê que o PT sairá das urnas de 2010 com uma bancada de deputados maior que a do PMDB. O DIAP leva em conta dados qualitativos e quantitativos. Atribui a cada legenda um prognóstico máximo e uma previsão mínima.

- No caso do PT, estima-se que conseguirá eleger no mínimo 85 deputados e no máximo 110. O PMDB elegeria entre 70 e 100 deputados. Confirmando-se o vaticínio, o PT desbancará o PMDB e passará a condição de dono da maior bancada da Câmara. Prevê que um deputado Pete comandará a Câmara por dois anos e um pemedebê dará as cartas no outro binômio. Há um par de nomes na praça.

- Pelo PMDB, o líder da bancada, Henrique Eduardo Alves (RN). Pelo PT, o líder do governo Lula, Cândido Vaccarezza (SP). Discute-se agora quem virá primeiro. Por ora majoritário, o PMDB reivindica a primazia. Se for tonificado pelas urnas, o PT exigirá uma inversão.

- Nas eleições de 2006, alquebrado pelo escândalo do mensalão, o PT elegera 83 deputados. Perdeu quatro durante  legislatura. Hoje, dispõe de 79. O PMDB emergirá das urnas de quatro anos atrás com 89 deputados eleitos. Hoje, sua bancada soma 90 cabeças. Tomados pelos números do DIAP, os dois maiores partidos da oposição correm o risco de ficar menores. Mas não serão forças negligenciáveis. Em 2010, o PSDB elegera 66 deputados. Hoje, soma 59. O DIAP prevê que, em 2010, terá entre 55 e 70 cabeças – a terceira bancada da Câmara. A despeito do desejo de Lula, o DEM não será “extirpado”. Há quatro anos, elegera 65 deputados. Hoje, tem 56. Pelo DIAP, passará a ter entre 38 e 53. Quarta bancada.”




Temos que reforçar a oposição, é IMPRESCINDÍVEL

Bom, de hoje a 16 dias saberemos se as previsões do DIAP estão certas.

sábado, 24 de julho de 2010

Taí o resultado dos "pograma sociár du Lula"

No campeonato mundial das desigualdades sociais, o Brasil ocupa lugares de destaque e, quando chega na América Latina, estamos na frente apenas do Haiti e da Bolívia. É bom frisar que a América Latina é o continente mais atrasado do mundo, atrás mesmo da África. Os números são oficiais e fazem parte de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que foi divulgado ontem e está nas primeiras páginas dos jornais: “Apesar dos progressos sociais registrados no início da década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo”.

Segundo as agências de notícias, o índice de Gini (mediação do grau de desigualdade a partir da renda per capita) para o Brasil ficou em torno de 0,56 por volta de 2006.  Quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. O cálculo do Gini varia de acordo com as fontes e a base dos dados utilizados. Os que estão no relatório mostram o Brasil na rabeira da América Latina, numa situação apenas superior  à Bolívia e ao Haiti.

Na informação da BBC Brasil, os piores indicadores pela medição do Gini são Bolívia, Camarões e Madagascar (0,6), seguidos do Haiti, África do Sul (olhe a Copa, gente!) e Tailândia (0,59). O Brasil aparece empatado com o Equador com um indicador de 0,56. Mais: Colômbia, Jamaica, Paraguai e Honduras “se alternam na mesma faixa do Brasil”.

Leio e destaco na matéria da BBC Brasil:

- Dos 15 países onde a diferença entre ricos e pobres é maior, dez são latino-americanos. Em média, os índices Gini para a região são 18% mais altos que os da África Subsaariana, 36% mais altos que os dos países asiáticos e 65% mais altos que os dos países ricos.

- O documento traça uma relação entre a desigualdade e baixa mobilidade social, caracterizado pelo círculo de aprisionamento social definido pela situação. No Brasil e no Peru, por exemplo, o nível de renda dos pais influencia a faixa de renda dos filhos em 58% e 60%, respectivamente. No Chile esse nível de pré-determinação é mais baixo, 52%, semelhante ao da Inglaterra (50%), Alemanha, França e Estados Unidos (32%, 41% e 47%, respectivamente). Já nos países nórdicos, assim como no Canadá, a influência da educação familiar sobre os indivíduos é de 19%.

Acrescenta a matéria:

- Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso à educação superior foram os elementos mais importantes na determinação da mobilidade sócioeconômica entre gerações. Para o PNUD, a saída para resolver o problema da desigualdade na América Latina passa por melhorar o acesso das populações aos serviços básicos – inclusive o acesso à educação superior de qualidade.

É este o resultado das experiências esquerdistas na América Latrina.

Deus nos livre de mais um governo do PT!!!
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