A Playboy de dezembro tem umas oitenta páginas de bundas, peitos e outros ângulos, muitos ângulos. Tem até Monique Evans falando sobre sexo, fazer sexo, entre outras artes. Confessa que há mais de dois anos não faz... amor. Mas anuncia que pretende escrever um livro, autobiografia. Um de contos, também. Já tem vários contos guardados. Contos eróticos, inclusive. História de amor misturada com fantasia. Tem uns cavalos alados num desses contos. Muita fantasia.
A revista traz uma longa entrevista com Luis Fernando Verissimo. Sete páginas. Fala de sua vida como jornalista, escritor, humorista, músico. Fala sobre futebol também, sobre internet e tira um fino pela política. Chegou aos 75 anos de idade, já vendeu 5,6 milhões de livros. É o segundo autor brasileiro que mais vende, atrás apenas de Paulo Coelho, cujos livros, disse, nunca leu (“Nunca li nada dele”), mas que reconhece que o cara “é um fenômeno cultural que merece ser estudado”.
Fernando Verissimo fala da crônica que se faz hoje no Brasil. Acha que mudou muito com relação as crônicas dos anos 50, mas afirma que o humor permanece nelas:
- Temos uma longa tradição de humor na crônica brasileira. Mesmo aqueles cronistas “clássicos”, como Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e Antônio Maria, faziam humor, e um bom humor. Embora a crônica tenha mudado muito daquele tempo pra cá, acho que ainda temos alguns talentos, sim”
Para Verissimo, uma coisa que mudou na crônica de hoje é o tamanho, incluindo os seus textos. Antes eram longos. Atualmente escreve menos (“fiquei mais conciso com o tempo”). Aponta outra mudança:
- Outra coisa que mudou é que não tem ninguém fazendo aquela crônica lírica, cheia de simplicidade e despojamento, como a que fazia o Rubem Braga. Era um tipo de texto que até chamavam de alienado, que não tratava de política, era mais literário mesmo.
Dá a sua opinião sobre a crítica literária, hoje, no Brasil: “Há poucos críticos, e acho que não apareceu ninguém capaz de substituir o Antonio Candido, nosso melhor crítico”. Mais adiante fala sobre a Copa do Mundo de 2014. Fernando Verissimo, como é sabido, por estes gramados a fora, também joga um bolão na crônica esportiva. Já cobriu várias copas do mundo. Playboy quer saber se a Copa do Brasil vai dar certo:
- Pois é, até agora não parece, com esses problemas todos de atraso na construção dos estádios e da permanência de Ricardo Teixeira na CBF. Mas, no fim, sempre dá certo. Na África do Sul diziam o mesmo, que não ia rolar e tal, e no fim deu certo tudo. Agora ficaram vários estádios como elefantes brancos, sem uso, e pode acontecer o mesmo aqui.
Fernando Verissimo não tem Twitter (“nem sei como funciona”) e também não tem Facebook e nem telefone celular (“quando preciso, uso o da minha mulher”). No meio da conversa a revista pergunta: “Quando você cruza com uma mulher bonita, qual é a primeira parte do corpo dela que olha:
- Os seios. Ainda mais se forem grandes e firmes. Depois o resto.
É o que não falta nesta Playboy: seios. Muito peito, muita bunda, muito “resto”.
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