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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Partido forjado na MENTIRA

Que a política é a prática diária da mentira e da desfaçatez, isso todo mundo sabe, principalmente a sociedade brasileira. Esconder a mentira é a grande arte dos políticos e dos seus partidos, que demonstram maior especialidade no expediente em período eleitoral.
Mentira maior não há quando a política é praticada sob a égide de cartilhas de ideologias totalitárias, em especial as três mais conhecidas e que aterrorizaram o mundo ao longo do século XX: o nazismo de origem alemã, o fascismo de toque italiano e o comunismo parido na Rússia.
Considerados entre os mais cruéis, sanguinolentos e covardes ditadores da História, Adolf Hitler, Benito Mussolini , Josef Stálin e Mao Tsé Tung foram protagonistas das maiores ameaças que a raça humana enfrentou no século passado, quando milhões de pessoas foram violentadas e mortas.
A união das forças democratas foi fundamental para impedir que os domínios dos demônios avançassem pelo planeta. O nazismo e o fascismo foram derrotados na Segunda Guerra e o comunismo foi dizimado na Europa entre os anos 70 e 1989, quando da derrubada do Muro de Berlim, e a China rendeu-se ao capitalismo.
Tais fatos históricos não impedem que vez por outra surtos de terror aconteçam pelo mundo, como ainda ocorrem na América Latina, na Ásia e África. Reduzido a quatro ou cinco países, tendo a Espanha como único de grande importância geopolítica, a Europa varreu o esquerdismo, que ainda tenta, como um zumbi saído do limbo da História, levantar-se na América do Sul.
Sua maior expressão é um fantoche vestido de sargento na Venezuela, que tem num índio abobalhado e cocalero e num playboy de estilo boate gay o modelo de seguidores nas republiquetas da Bolívia e do Equador. Os três, entretanto, cultuam a imagem do sindicalista que fundou um partido de punguistas no Brasil.
Depois de oito anos de governo vermelho na terra verde e amarela, o tal partido botou os pés pelas mãos na sequência administrativa agora tocada por uma ex-guerrilheira dos anos 60 e que tornou-se na vida adulta um exemplo de servidora pública forjada nos quadros do PDT de Leonel Brizola, o caudilho trabalhista com variações socialistas.
Herdeira dos votos de Luiz Inácio, Dilma Rousseff experimenta no primeiro ano de governo um avalanche de escândalos envolvendo seus auxiliares, a maioria oriunda das alianças comandadas pelo PT. Depois de demitir cinco ministros de siglas variadas, eis que precisou meter a foice num ministro do PC do B.
Enquanto voava de volta ao Brasil vindo da África, a presidente deve ter imaginado uma travessura e ironia de algum orixá africano, posto que estava na fila da degola um ministro negro, ou como diz a cartilha do “politicamente correto”, um companheiro afro-descendente.
Encalacrado pelas suspeitas após as denúncias do policial João Dias, um ex-militante e até candidato a deputado do PC do B (que agora a militância chama de “desqualificado”), o ministro Orlando Silva ganhou de imediato a solidariedade dos camaradas de partido.
E usando a mesma estratégia dos chamados “partidos burgueses”, o Partido Comunista do Brasil ocupou a TV com o inefável horário eleitoral obrigatório para defender o seu quadro, o seu ministro exemplar, o homem certo para encarar as famigeradas CBF e FIFA nos procedimentos da Copa do Mundo.
Na defesa de “Orlando Furioso”, valeu todo um cabedal de mentiras, desde a fantasiosa situação de candidatos comunistas para o pleito de 2012 até a própria trajetória da legenda, vendida na tela com os falsos enxertos históricos, a partir do próprio tempo de atividade política.
Os marqueteiros vermelhos usaram a foice da edição e o martelo da locução para mentir deslavadamente no vídeo, como no gracejo de inventar uma popularidade que jamais o PC do B teve no jogo eleitoral brasileiro. E ainda com a cara de pau de abiscoitar para si a história de outro partido de bandeira comunista.
Nem o PC do B tem 90 anos e nem tem lutas gloriosas em favor da democracia. O único fato que mexeu com o cenário político do país nos últimos cinqüenta anos foi a tresloucada e equivocada tentativa de tomar o poder através de assaltos e uma guerrilha trapalhona nas selvas do Araguaia, quando levou imberbes estudantes a morrerem no combate contra soldados profissionais.
A legenda que completará 90 anos é o PCB, o velho “partidão” que perdeu muitos quadros para novas siglas como o PPS, e que por anos foi feudo de Luiz Carlos Prestes, que aliás foi apresentado no filme como sendo dirigente do PC do B, mentira também repetida para o escritor Jorge Amado, eleito pelo PCB na Constituinte de 1946.

A propaganda mentirosa do partido de Orlando Silva é o retrato da farsa de uma agremiação.
 E depois de tantas denúncias envolvendo seus dirigentes em esquemas de desvio de verbas públicas no Ministério do Esporte, via ONGs de amigos e militantes espalhados por São Paulo, Brasília e Piauí – para ficar apenas nos estados em que ocorreram os crimes – a sigla tem tudo para acrescentar mais uma letra: PCC do B.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Gaddafi e os comunistas



O PC do B, Partido Comunista do Brasil, uma das agremiações partidárias mais reacionárias e toscas em atividade no País, levantou barricadas retroativas e verborrágicas para defender o ditador da Líbia, Muammar Gaddafi.
O site oficial dos comunistas tupiniquins, Vermelho.Org, tem vomitado diariamente ridículas análises de conjuntura e publicado teses de apoio à ditadura líbia, com críticas às ações dos rebeldes que têm apoio das Nações Unidas e das tropas da OTAN.
Decerto que os medíocres guerrilheiros virtuais, entrincheirados nas suas casamatas de repartições públicas, não vêm importância no papel da ONU e OTAN em impedir que o exército líbio dizimasse grande parte da população civil, a mando do coronel.
De onde vem tanta simpatia e convergência dos cuecões tupiniquins para com o regime autoritário no norte da África? Será fruto dos derrames de petrodólares que Gaddafi já fez em generosas colaborações financeiras para a revolução socialista no mundo?
Ou poderia ser apenas pelas semelhanças ideológicas do governo Líbio com a pútrida república operária da Albânia, de onde o PC do B buscou inspiração para compor suas cartilhas de lutas e seus retrógrados programa e estatuto partidários?
Desde o fim dos anos 1970, quando protagonizou uma das mais imbecis e suicidas operações de guerrilha rural, expondo à morte centenas de estudantes universitários que se iludiram com o delírio revolucionário do Araguaia, o PC do B é um equívoco.
Por décadas atuando como satélite do MDB, depois PMDB e mais adiante PT, o PC do B tem sido somente uma legenda de aluguel com fins fisiológicos, uma versão canhestra do antigo PL ou uma alternativa marxista ao oportunismo politiqueiro nacional.
Sem qualquer densidade eleitoral e desprovido de destaques pessoais – seu último líder popular, João Amazonas, era tão carismático quanto o guarda da esquina – o partido prioriza a revolução do pé-de-meia para seus dirigentes e militantes barnabés.
Quando o mundo inteiro festeja o fim de uma das mais despóticas ditaduras da África, iniciada em 1969, e torce pela implantação de uma democracia na Líbia, livre do terror imposto por Gaddafi e seus lacaios, vem o PC do B questionar a rebelião do povo.
Fazer oficialmente, como está posto no site do partido (que classifica os rebeldes como “contrarevolucionários a serviço do imperialismo”) um contraponto em favor do regime totalitário que já apodreceu, revela a real face antidemocrática do PC do B.
Aliás, andar na contramão da História tem sido a missão rococó dos parasitas e inúteis stalinistas brasileiros. Acomodados nas sinecuras ofertadas pelos companheiros petistas ou vagabundando nos sindicatos, os cuecões sonham com a revolução do atraso.
Varrida do continente europeu (quando Zapatero for derrotado em novembro restarão apenas os governos da Grécia, Áustria, Finlândia, Eslovênia e Chipre) a ideologia esquerdopata defendida por “pcdobestas” e alguns petralhas vai minguando.
Foi só as tropas da OTAN sufocarem o ditador e os governos democráticos do mundo declararem apoio ao povo líbio, e a linguagem vermelha do site comunista mudou de cor e de azimute. A revolta na Líbia não foi chamada de “Primavera de Trípoli”.
Anteriormente, os redatores do Vermelho.Org chamavam qualquer zoada de “primavera”, até mesmo a delinquência nas ruas de Paris, em 2005, e de Londres, este ano. A velha mania de imaginar uma camisa de Che Guevara em corpo de meliante juvenil.
No seu delírio de compor um mundo ainda inserido na dicotomia “capital versus trabalho” ou “EUA versus Rússia” dos anos da Guerra Fria, o PC do B expõe seu papel de cão que caiu do caminhão da mudança. O mundo mudou e o comunismo ficou dependurado nas paredes dos museus de História do leste europeu.
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