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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Tchau maldita

Analisando, objetivamente, o resultado da votação do impeachment, fica constatado alguns fatos.

1) O objetivo principal foi alcançado.

2) A questão dos direitos políticos da cassada, não se encerrou aqui, isto será ainda debatido no STF por causa da lei da ficha limpa.

3) Se a cassada, em 2018, conseguir concorrer a algum cargo eletivo, com certeza será de responsabilidade dos eleitores daquele estado a elegerem ou não.

4) Ainda jorrará muita merda do esgoto da lava-jato até lá, portanto qualquer prognóstico agora, será exercício de futurologia.

5) Não foi golpe.

6) A esperança voltou.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Golpe Petista

Está em marcha uma trama para lançar o governo Dilma na fogueira, bem antes que o fogo da sua própria incapacidade administrativa chamusque o segundo mandato.
E de onde partiria tal urdidura política?
Quem apostar nos tucanos, nas elites sudestinas, na direita de pijama, no stablishment de Washington, nos seguidores do cantor Lobão ou nas viúvas de Aécio Neves, vai perder feio.
E também não pensem que os redatores petralhas, tipo Luis Nassif ou Paulo Nogueira, já identificaram a origem do golpe contra a companheira ex-terrorista.
A queda política de Dilma está sendo tramada no submundo das instâncias partidárias do PT, entre lideranças esquerdopatas que seguem as cartilhas de Lula e de Zé Dirceu, que andaram muito tempo afastados e agora se reaproximam para retomar o remoto projeto que já deu certo duas vezes: colocar o “barba” na cadeira de presidente da República.
Ninguém mais do que os radicais petistas comemoraram a alternativa liberal imposta por Dilma na sua nova equipe econômica. Lulistas e dirceuzistas agora acendem velas aos diabos vermelhos do marxismo para que tudo dê errado, provocando assim o desgaste do governo antes do tempo, que leve a um processo de impeachment que aos olhos do povo pareça golpe da direita.
Estaria assim aberto o caminho para o retorno messiânico de Lula em resposta ao pretenso golpe das elites e das castas judiciárias.
Na avaliação dos idealizadores do teatro golpista, o PT não terá chances de permanência no poder central se Dilma for até o fim e sofrer um naufrágio administrativo, o que abriria espaço para uma candidatura do PSDB, com Aécio ou outro nome como Geraldo Alckmin. Há petistas que já temem até um Joaquim Barbosa de vice dos tucanos.
Diante da quase certeza de que Dilma Rousseff não fará um segundo governo, é melhor forjar o golpe burguês para devolver ao Lula a aura de salvador da pátria.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Estelionatária eleitoral

Ê Dilma Rousseff!!! Vamos ver: eu sempre achei, já escrevi aqui, podem procurar, que o governo precisava cortar gastos. Quem dizia que isso é coisa de neoliberal malvado era a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Nesta quinta, no entanto, a presidente, já reeleita, Dilma afirmou que será, sim, preciso fazer o que chamou de “lição de casa”. Ou seja: ela está dizendo que vai ter de cortar gastos, intenção que atribuía a seu adversário na disputa presidencial, o tucano Aécio Neves.
Raramente se viu tamanha coleção de estelionatos em tão pouco tempo. Dilma foi reeleita no dia 26. Depois disso, já houve elevação de juros, elevação das tarifas de energia elétrica, elevação do preço dos combustíveis e, agora, anúncio no corte de gastos. Mais: na conversa com os jornalistas, a represidenta admitiu: “Vamos ter de apertar o controle da inflação. Nós temos problema interno com a inflação”.
É mesmo? Ao longo da campanha, ao contrário do que disse agora, Dilma assegurou que a inflação não era um problema. Também negava que houvesse gordura para cortar no governo. O que a Dilma-candidata dizia, em suma, não pode ser endossado pela Dilma reeleita.
Pois é… Como esquecer que, a cada entrevista coletiva de Aécio Neves, então candidato do PSDB à Presidência, sempre havia um jornalista para perguntar: “Candidato, quais serão as medidas amargas que o senhor pretende adotar?”.
Mais do que isso: na pena de alguns colunistas “isentos como um táxi” (by Millôr), as tais “medidas amargas” constituíam o divisor de águas das duas candidaturas. Uma seria a popular — a de Dilma, que jamais jogaria sobre as costas dos trabalhadores a conta do ajuste —, e a outra, a impopular: a de Aécio, claro!, que, segundo Dilma e os colunistas do nariz marrom, se eleito, elevaria o preço dos combustíveis, a tarifa de energia e a taxa de juros, além, claro!, de cortar gastos.
Como é que os pilantras intelectuais explicam o que está em curso? Ora, pilantras intelectuais dispensam-se de dar explicações. De resto, a gente sabe, “medidas amargas” aplicadas por petistas são doces, não é mesmo? Esquerdistas têm o caráter mais ou menos deformado em qualquer lugar. Uma vez perguntaram a Jacques Delors, ministro das Finanças do socialista Mitterrand, que deu um choque de capitalismo com “medidas amargas”, qual era, afinal, a diferença entre direita e esquerda. Ele respondeu: “A diferença é que nós fazemos o mesmo, mas com dor no coração”. Ah, bom!
Entenderam? Se, uma vez vitorioso, Aécio tivesse de aumentar a gasolina, a energia e os juros, além de cortar gastos, ele certamente o faria porque não tem coração. Já a companheira Dilma faz tudo isso porque nos ama e, saibam, ela sofre por nós.
Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Nixon, é você??

No auge das manifestações da “revolta do busão” em Natal, quando meia centena de estudantes esquerdistas fecharam ruas e a câmara dos vereadores, a então prefeita da cidade Micarla de Sousa, do Partido Verde, amargava altos índices de impopularidade.
Seu perfil de mulher frágil, pequenina, sofrendo quedas de pressão arterial, e mãe de duas crianças, não foi motivo para aplainar a ira radical dos blogueiros e tuiteiros do PT que pregavam o seu impeachment utilizando piadas chulas e palavrões contra ela.
Desde a noite de ontem, quando o Brasil presenciou o maior massacre imposto por um candidato a outro em toda a história da Presidência da República, durante o debate no SBT, a militância petista vomita desaforos contra Aécio Neves por ter vencido a peleja.
Usam dos mais farisaicos argumentos e levantam as mais ridículas teses de violência contra a mulher para disfarçar o visível despreparo da presidente Dilma Rousseff diante da oratória do neto de Tancredo Neves, que simplesmente atropelou a candidata.
Os mesmos personagens medíocres que não respeitaram a condição de mãe e esposa da prefeita de Natal em 2013 quando a vestiram de adjetivos maledicentes, agora resmungam em favor de Dilma lembrando que a mesma é mãe, avó e sexagenária.
Uma defesa risível para esconder a derrota no debate, posto que Aécio Neves bateu duro dentro dos limites das regras do confronto e da civilidade, exceto quando devolveu na mesma moeda a citação da sua irmã, covardemente atacada com as mentiras petistas.
O que se viu ontem nas telas do SBT e do portal UOL e se ouviu pela rádio Jovem Pan foi um momento histórico para ficar nos anais da nossa vida republicana e democrática; o dia em que o senador Aécio Neves desmontou a toda poderosa presidente do país.
Dilma não foi derrotada nos ataques do adversário, mas no retorno das suas próprias agressões gratuitas, forjadas no tom do marqueteiro João Santana, que ontem parece ter rejeitado o ponto eletrônico. O joystick imaginário não fez dela um invencível androide.
Quanto mais levantava denúncias estéreis contra Aécio, mais o tucano se fortalecia nas réplicas e ocupava o centro do ringue arbitrado pelo jornalista Carlos Nascimento, cujas discrição e formalidade engrandeceram o evento, que chegou à vice-liderança do Ibope.
O candidato do PSDB já dominava o embate quando a própria petista cavou o buraco de onde não conseguiria mais sair até o final. Acusou Aécio de nepotismo e este devolveu com uma sinecura do irmão dela, Igor Rousseff, nomeado num cargo fantasma.
Quem assistiu por sinal HD viu perfeitamente os olhos de Dilma marejarem e a parti daí seu semblante foi ganhando um tom de desconforto que se misturava aos trejeitos de uma face exibindo seu costumeiro mau humor que nem o marketing consegue esconder.
Sempre que as câmeras fechavam nos rostos dos dois debatedores, eu me lembrava do mais importante debate político do século XX, na noite de 26 de setembro de 1960, nos estúdios do canal CBS, em Chicago, nos EUA. John Kennedy versus Richard Nixon.
Foi a primeira vez que a TV americana transmitiu um debate entre dois candidatos à Casa Branca, exatamente num momento histórico crucial para um país envolvido na Guerra Fria com a Rússia e temeroso com o avanço comunista na vizinha ilha de Cuba.
Nixon, assim como Dilma, representava o poder em exercício, elevado à condição de líder pelo popular presidente Dwight Eisenhower. Kennedy, como Aécio, era um jovem senador tentando conquistar um sonho que já fora do seu velho e bom articulador pai.
O debate marcou o princípio de uma nova era na formação de uma imagem de homem público e popularizou o marketing político pelo mundo todo. Encerrou com Nixon suando a cântaros, o cansaço no rosto, enquanto JFK exibia uma expressão de estadista.
Eu vi Nixon dentro daquele vestido verde da Dilma, li nas entrelinhas das suas perguntas o desespero de um partido movido a ódio, percebi no seu mal estar a derrota anunciada nas pesquisas. Não era uma mulher agredida, e sim um candidato perdido.
Não cabe nenhuma crítica a Aécio Neves no âmbito das relações civilistas entre um homem e uma mulher. A cantilena dos petistas nas redes sociais é um simulacro de indignação humanista. O que houve ontem foi uma surra de imposição republicana.
Mais que isso, ontem a TV brasileira transmitiu a História ao vivo, expondo uma presidente-candidata exaurida emocional e fisicamente. Sorte que numa São Paulo árida alguém encontrou um copo de água, o mesmo elemento do frio suor dela e de Nixon.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

É a economia estúpido



As vaias contra Dilma no estádio de Brasília já estão inseridas nas manifestações que explodem pelo país, como mostra a fotografia em que Dilma e o PT são alvos dos cartazes.
Os protestos iniciados com o “movimento do passe livre” descambaram para a indignação com a inflação, a corrupção e os gastos criminosos
com a Copa das Confederações e Copa do Mundo.
A presidente que trate de conter a desordem na economia e a corrupção promovida por seu partido e os aliados. Pois do contrário, a tag do Twitter #ChupaDilma pode virar um bordão das ruas com Fora Dilma.

sábado, 25 de maio de 2013

Foi só boato

“O boato é criminoso!”. Bradou Dilma Rousseff diante dos holofotes da mídia, escondendo no semblante da retórica a satisfação no papel de vítima e de heroína do teatro que alcançou índices de audiência e de pânico no Nordeste e outras regiões.
O domingo, 19, foi um prato cheio para se oferecer aos beneficiários e “clientes” do programa Bolsa Família a mentira bem orquestrada do fim dos pagamentos. Havia uma convenção nacional do PSDB gerando fatos e gestos na mídia durante todo o dia.
Curioso é que foi um boato à moda antiga, espalhado e ampliado no processo do boca a boca, sem qualquer participação especial, ou mesmo coadjuvância, das badaladas redes sociais. Quase nada se viu no Facebook, Google + ou Twitter, nenhum sinal de alarme.
O que levaria um boato se propagar tão rapidamente e de forma tão consistente nas cidades nordestinas e nortistas, além de algumas periféricas de Minas Gerais e Rio de Janeiro? Seriam as fiscais do FHC, numa versão improvisada do que fez José Sarney?
Ora, vão catar coquinho os que defendem a tese da brincadeira de mau gosto ter seu útero na convenção tucana. É preciso uma rede de militantes para isso, e isso o PSDB não tem. O modus operandi é típico do que sai da placenta de gerar mentiras do PT.
O Partido dos Trabalhadores transformou sua história de três décadas num boato sem fim. E nem estou me referindo ao fim da mesma Bolsa Família nas campanhas de 2010 e de 2012, quando José Serra mantinha vantagem sobre os petistas nas pesquisas.
O PT nasceu para ser a agremiação da democracia que o Brasil urgia no final dos anos 1970. Mas foi apenas um boato, pois logo mostrou seu alinhamento com a velha e surrada tese da ditadura do proletariado, instalada com a Revolução Russa de 1917.
O PT surgiu para ser o escoadouro das reivindicações de todas as classes sociais, mas tudo não passou de um boato. Rapidamente ficou claro que só os operários do ABC Paulista eram considerados cidadãos para os intelectuais marxistas dirigentes da sigla.
Na luta das Diretas Já, o partido engrossou o coro por liberdade partidária e pelo voto livre para presidente da República. Foi só um boato, confirmado assim que as forças democráticas lançaram Tancredo Neves contra Maluf. O PT subiu no muro e lá ficou.
Durante a Constituinte, que elaborou a atual Constituição, livre das amarras do regime militar, os parlamentares do PT foram eleitos em nome dela. Mas, infelizmente, era um discurso que logo virou boato. O próprio Lula abandonou o mandato no Congresso.
Ao longo desses anos todos, o PT jurou sua condição de partido ético; era boato. Pregou pluraridade interna, mas era boato, tendo que expulsar valorosos militantes que divergiram pontualmente do partido. Era boato que o PT não se metia em corrupção.
O PT encampou nas ruas a luta para defenestrar Fernando Collor do Planalto. A aversão ao alagoano foi só boato, pois hoje Lula e Collor apagaram as agressões mútuas e são sustentáculos da base aliada de Dilma Rousseff, cujo diploma de economia é só boato.
Na passagem do regime militar para o primeiro governo civil, de José Sarney, as lideranças do PT incutiram no juízo dos militantes um ódio político e ideológico ao ex-ministro da ditadura, Delfim Netto. Mas, era boato. O gordo é conselheiro do Planalto.
Estrategista maior da recuperação eleitoral de Lula após as duas derrotas para FHC, o senhor José Dirceu trafegou pela história e pela ação política como um gigantesco boato. Tudo na vida do chefe dos mensaleiros é uma mentira rodeada de muitos boatos.
Dirceu foi tratado como ex-guerrilheiro, mas era boato, já que nunca pegou uma baladeira para atingir um soldado. Disseram ser um grande estudantil, outro boato, muito bem confirmado na lambança que orquestrou no encontro da UNE em Ibiúna.
O governo de Lula distribuiu propina entre parlamentares, mas todos no partido juram ser boato. Lula acumulou boa grana no exterior carregada pela amiguinha Rose Noronha, mas o PT jura que é boato. Dona Marisa anda com ciúmes, ou será boato?
Ah, foi Lula quem jurou ter pago a dívida externa brasileira, lembram? Acabou de subir 60%. E o Pré-Sal que iria ser redenção do país, só boato. E a transposição do São Francisco? Só boato. Crise global, inflação, desemprego, juros altos. Tudo boato.
E criminoso, como diz Dilma.

sexta-feira, 29 de março de 2013

A Páscoa da inflação

Pensei em escrever  sobre o ovo da Páscoa depois das filas que vi no supermercado lotado. Nem lugar no porão para estacionar o  carro o cristão tinha. Uma multidão. Nas filas do chocolate e dos pescados também. Incrível essa convenção de que se tem de comer bacalhau na Semana Santa e ovo de chocolate na Páscoa. No começo dos tempos não havia chocolate e se comia mesmo era ovo de galinha. Depois dessas antigas festas da primavera apareceu o cristianismo,  o ovo de galinha continuou sendo pintado e reverenciado e, então, bem mais tarde inventaram o chocolate. Hoje tem ovo de chocolate que custa mais caro do que um quilo de bacalhau importado da Noruega, daqueles de três dedos de lombo. Famílias inteiras preferem se lambuzar com o chocolate. É chique.

Voltando do sofrimento do supermercado (todos falando nos seus celulares), bati na porta da web procurando sobre o “ovo de Páscoa”, mas caí na página da Folha de S. Paulo e vi lá a manchete: “Banco Central eleva previsão de inflação para cima de 5% em 2013 e 2014”. Aí juntei a informação com  a irritação da presidente Dilma Rousseff, anteontem na África do  Sul, onde participava de uma reunião com os companheiros da China, Índia, Rússia e África do Sul. Deixei o ovo de lado e procurei saber o que é que estava acontecendo com a presidente. Encontrei a resposta na crônica de Eliane Cantanhêde, também da Folha. Confira o que ela escreve e se prepare para a inflação. Título da crônica: “O ato falho de Dilma”:

“Pelo visto e pelos relatos da imprensa, a ida da presidente Dilma Rousseff à reunião dos Brics, em Durban, foi cheia de percalços. E de tropeços.

Dilma levou chá de cadeira do presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Depois de quase uma hora e meia esperando, com seus ministros, imagine-se o humor da presidente. Ela voltou para o hotel e foi à abertura do encontro, mas dispensou o jantar. Não é trivial. Será que alegou uma dor de cabeça danada?

Ontem (quarta-feira), Dilma disse em entrevista coletiva que não concorda com combate à inflação à custa do desenvolvimento. Depois, diante da reação de espanto e crítica, disse que não disse. Mas é o que ela pensa, certo?

Vejamos as frases da presidente: 1) “Não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico”; 2) “Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença, ele é complicado. Eu vou acabara com o crescimento do país?”

O mercado deu um pulo. Interpretou que Dilma estava assumindo a leniência com a inflação, o que, a esta altura do campeonato, é quase uma heresia. Nesses poucos mais de dois anos, o combate à inflação não chega a ser prioridade. Mas há coisas que até se pensam, mas não se dizem. Principalmente presidentes.

Pelo Blog do Planalto, Dilma tentou consertar. Acusou que sua fala foi manipulada por agentes do mercado financeiro e empurrou o abacaxi para o presidente do BC descascar. Ele é que mostrasse por “A” mais “B” que, como disse Dilma na nova versão, “o combate à inflação é um valor em si mesmo e permanente”.

Cá entre nós, a frase original de Dilma tem um fundo de verdade e combina com a ação do seu governo, já que a inflação ultrapassa o centro da meta e se aproxima do teto. E o pior é que o Brasil não tirou nota baixa na inflação para poder tirar 10 no crescimento. Com o pibinho de 0,9% em 2012 (bem abaixo dos Brics), não brilhou em nenhum dos dois.”

Feliz Páscoa!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

É culpa da agenda

Houve um tempo, quando milhões de desavisados levaram a sério uma brincadeira do então recém-eleito presidente americano Barack Obama com seu colega brasileiro, que o Planalto curtia adoidado levar vermelhidão econômica para exibir na civilização.
Luiz Inácio saracoteava em tudo que é evento mundial, catapultado pelo apelido dado por Obama e pela popularidade construída com esmolas sociais e uma bem planejada política de pesquisas de opinião alimentando publicitariamente as manchetes nacionais.
Como um bobo da corte dos tempos hodiernos, o petista vivia sua porção Cinderela nos bailes fiscais da ONU e nos banquetes dos estadistas de países ricos. No meio da crise global, ele gozava numa economia feita pelo mercado, mas adotada pelo governo.
Vendeu a fantasia do pré-sal, como se a ainda inalcançável produção fosse um filme, em que se paga antes de ver. Aliás, tudo no governo do PT tem similaridades com cinema, ou, para não queimar o filme da sétima arte, com mentiras e retóricas bem roteirizadas.
E agora, eis que de repente, a presidente Dilma Rousseff (que a companheirada chama presidenta), que havia aprendido na cartilha do chefe a esbravejar como emergente chique, decidiu não participar da 43ª edição do Fórum Econômica Mundial. Por que?
Ora. O motivo, mais que evidente, é que Dilma quer evitar o vexame de ter que expor um quadro bem diferente do que ela mesma pintou em reuniões anteriores, quando chegou até a passar pito e dar conselho de estadista aos chefes do Primeiro Mundo.
O argumento oficial é uma hilária incompatibilidade de agenda, bem orquestrado pela cúpula do PT encastelada na órbita do Planalto, que soube pesar o clima adverso para uma presença do Brasil no fórum. O país não vai bem e o partido está muito pior.
Dilma não quer passar pela saia justa, diante de 2,5 mil convidados de 100 países, de ter que fazer um discurso quase oposto ao último, quando, inclusive, tentou ensinar os europeus a sair da crise. Não convém falar do pífio desempenho do Brasil em 2012.
Também não é nada boa a possibilidade de enfrentar microfones e câmeras para dar explicações sobre as aventuras nada republicanas do amigo Lula e sobre as constantes falcatruas envolvendo gente do seu partido. Melhor ficar aqui, calada e quieta.
Não fosse esses dois assuntos, nenhum outro teria força e importância para cancelar a presença de uma chefe de Estado num encontro com chefes de outras cem nações e mais economistas e empresários renomados de todo o mundo. Falar em agenda é piada.
A verdade verdadeira é que diante da paralisia do governo, da corrupção que empesta sua base aliada, liderada pelos petistas, Dilma Rousseff não quer arriscar o vexame de responder aonde anda aquele ufanismo pregado por Lula e bem ensaiado por ela.
Fugindo do Fórum Econômico Mundial, como está prestes a fazer, a presidente desnuda-se daquela fantasia de durona, de sargentona, que ela trouxe no parco currículo político desde quando ainda moça teve que encarar os interrogatórios dos generais.
Portanto, ao invés de encarar o mundo político e econômico em Davos, a presidente pode evitar contratempos curtindo uma praiazinha nordestina com o neto. Pelo menos, a bolha familiar não tem perigo de estourar como a do virtuosismo vendida por Lula.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dilma a incompetente

 

A presidente Dilma Rousseff, a Cleópatra do Paranoá, ficou mal-acostumada com o jornalismo dos Crodoaldos Valérios, que a cobrem de elogios muito especialmente por sua enorme capacidade de não fazer nada, de manter tudo mais ou menos como está para ver como é que fica. Não vai aqui juízo severo demais ou excessivamente generalista. Dilma teve de demitir sete ministros de estado sob suspeita de corrupção. Sim, aplausos a ela que os demitiu! Mas, se for o caso, vaias a ela, que os nomeou! Ou esse detalhe há de passar despercebido para que a vocação para o elogio não se deixe contaminar pela realidade? Chamo a atenção para este fato porque Dilma no papel de ombudsman do governo Dilma, como tenho apontado, pode seduzir os mordomos subservientes e fiéis, mas tem lá seus limites, não? Essa absurda mobilização de Polícias Militares, que lança na insegurança milhões de brasileiros, está dizendo com todas as letras: “Presidente Dilma, levante e governe! Já passou da hora”. Volto a esse ponto depois de algumas outras considerações.
Dilma cresceu uma média de dez pontos na aceitação popular no curso das sete demissões — “Ah, essa resolve!” O jornalismo especializado em fazer perfis (ai, que preguicinha!) não cansa de exaltar a mulher austera, que dá broncas em público, que quer monitorar tudo online, que não aceita respostas enroladas… Sei, Dilma não aceitaria como ministra a Dilma que cuidava dos aeroportos, que cuidava da transposição dos São Francisco, que cuidava das estradas, que cuidava das obras da Copa… A presidente, em suma, sempre foi craque em criar a fama de que era craque. É o Dadá Maravilha da política, só quem se o humor.
Então não vimos a soberana num canteiro de obras da transposição do São Francisco, em Pernambuco, a dar pitos nas empresas privadas e, se vocês perceberem bem, até no Exército? Todo mundo parecia culpado pelo atraso, menos o dono da obra — e o dono da obra é o governo. É o governo Dilma. Antes dela, era o governo Lula, sob a supervisão de… Dilma!!! Vejo, um tanto escandalizado, até o caso da Casa da Moeda se descolar da presidente. Que há algo de muito errado por ali, não se duvide. Mais uma vez, Dilma está brava porque o ministro Guido Mantega não a teria informado o suficiente da real situação do tal senhor que tinha uma empresa no exterior que movimentava fortunas.
As casas do “Minha Casa Minha Vida” são muito engaçadas porque não têm teto, não têm nada, e não se pode fazer xixi ali… Tudo empacado no trocadilho. Das quase 1.700 creches prometidas para 2011, não houve uma só, uma miserável, que saísse do papel. Se a popularidade, no entanto, cresceu dez pontos porque “essa resolve”, então que tudo siga como está.
Um dia essa tática daria com os burros n’água. E deu! Deu porque, imprudente, essa gente decidiu se comportar como vivandeira, dando piscadelas na porta de quartel e insuflando os espíritos de homens armados. Tudo começou com o Apedeuta lá no Distrito Federal, como já demonstrei aqui, teve seqüência com a PEC 300 e ganhou fôlego na campanha eleitoral de… Dilma Rousseff! Sim, sua campanha sugeriu que, com ela, a tal proposta que iguala os salários dos policiais militares e bombeiros do Brasil ao que se paga no Distrito Federal seria aprovada. PROCUREM NA INTERNET. UM DOS INTERLOCUTORES COM AS LIDERANÇAS DAS POLÍCIAS FOI NINGUÉM MENOS DO QUE MICHEL TEMER. E não duvide: se a proposta for votada no Congresso, será aprovada.
Só que abriria um rombo brutal no caixa dos estados, que seria repassado para a União. E, então, SEGUINDO A TÁTICA DE NÃO GOVERNAR, DE EMPURRAR COM A BARRIGA, a Rigorosa do Chapadão mandou que a base aliada fosse empurrando a coisa com a barriga. A insatisfação dos quartéis foi crescendo, crescendo, crescendo… E assumiu seu contorno mais dramático, até agora, na Bahia, justamente o estado governado pelo chefe das vivandeiras, Jaques Wagner, notório apoiador de greves policiais no passado.
A Horrorizada do Alvorada
Dilma agora se diz “horrorizada” com a forma que assumiu a greve. Ora… A Horrorizada do Alvorada está estranhando o quê? Como diz o povo, quem muito brinca com fogo acaba chamuscado. Como previu o Apedeuta no célebre discurso em que deitou falação pelos cotovelos, a reivindicação de espalharia pelo Brasil. E se espalhou. Onde esteve, nesse tempo, Gilberto Carvalho, o tal ministro dedicado à interlocução com “os movimentos sociais”, que comandou, no Planalto, a campanha de demonização do governo de São Paulo e da Polícia Militar em particular, uma das mais eficientes e disciplinadas do país? O homem sumiu.
Dilma não tem de se “horrorizar”. Tem é de tomar providências. Em algum momento, vai ter de dizer que não há dinheiro para aprovar a PEC 300 — e terá de ser com todas as letras —, ou, então, vai ter de optar por um rombo de impacto difícil de imaginar e jogar nas costas da União o custo da equiparação. E será uma operação complicadíssima. Ainda que o governo federal decidisse repassar um “X per capta” para cada policial, haveria um debate infindável sobre o contingente de cada estado. Em suma: Lula abriu a Caixa de Pandora, um deputado da base aliada ficou estimulando os monstrinhos a sair de lá, e a campanha eleitoral de Dilma resolveu considerá-los bons espíritos… Eis aí. Como no mito, Soberana, só a esperança ficou escondida lá no fundo…
Levante e governe, Rainha dos Canteiros de Obras Paradas! Desta vez, não vai dar para levar no bico.
Coragem, Esplendorosa da Classe C!
Não! Eu absolutamente não endosso, Esplendorosa da Classe C, os métodos a que estão recorrendo os policiais militares. Como já escrevi aqui uma centena de vezes — aliás, meu primeiro texto contra greve de policiais é de 1991, justamente por causa de uma paralisação na Bahia (uma das que Jaques Wagner apoiou) —, gente armada não pode se meter nesse tipo de movimento. Eu sou contra greve de funcionários públicos. Em março de 2010, os petistas da Apeoesp, associação de professores da rede estadual de ensino em São Paulo, promoveram uma greve com queima de livros em praça pública, depredação de patrimônio e confronto com a PM. Dilma não só usou o evento para demonizar o seu adversário eleitoral, José Serra, como recebeu a presidente do sindicato que havia prometido “quebrar a espinha do ex-governador”, assegurando que ele não seria eleito presidente. Foi tão escancarado o uso eleitoral da greve que o sindicato foi multado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Dilma expressou o seu apoio e ainda acusou a PM de recorrer à violência contra os professores, o que era mentira. Em 2008, como todos sabem, deputados petistas, PT e CUT apoiaram a GREVE ARMADA de uma minoria de policiais civis. Um deles chegou a disparar um tiro, ferindo um oficial da PM.
Militantes da Apeoesp queimam livros em praça pública em março de 2010. A candidata Dilma recebeu a líder com pompa e ainda atacou o governo de SP
Militantes da Apeoesp queimam livros em praça pública em março de 2010. A candidata Dilma recebeu a líder com pompa e ainda atacou o governo de SP
Por que o espanto, agora, da Horrorizada do Alvorada? Não! Eu não apóio as greves das PMs, não! Ao contrário. Acredito que já é mais do que tempo de o país votar uma Lei Antiterrorismo que puna com severidade aqueles que, em nome de suas reivindicações, direitos ou o que supõem ser direitos, coloquem em risco a segurança coletiva. Então veja, Soberana do Planalto, como sou duro e a convido a ser antipática, seguindo a Constituição e propondo uma lei. É bem verdade que isso vai acabar ferindo susceptibilidades de alguns de seus caros aliados, não é? Mas governar também tem lá seus ônus…
Serão assim tão hábeis?
A estréia do PT no mundo da severidade se dá de um modo um tanto estabanado. Qualquer pessoa razoavelmente prudente seria levada a considerar que a prisão do cabo bombeiro Benevoluto Daciolo, no Rio, corresponderia a apagar fogo com gasolina. Nas gravações entre o líder da greve na Bahia e um interlocutor, parece que fica clara a combinação de um ato de sabotagem. No caso de Daciolo, convenham, é discutível. Afinal, ele é líder de uma categoria. Se a sua atuação sindical é permitida, por que não as articulações e conversas?
Atenção! Eu acho que precisamos de leis mais claras para disciplinar tudo isso. Estou entre aqueles que não vêem ambigüidade nenhuma no que já há: greve de PMs é proibida. Mas há quem ache que as coisas estão sujeitas a interpretações e coisa e tal. O governo federal, com a base que tem, vai ter de cuidar do assunto. Consegue aprovar o que quiser — inclusive a lei antiterror. Dito isso, vamos ao que se tem hoje: diga-se o que se disser, o cabo Daciolo não foi além — a menos que haja falas que não vieram a público — do que dizem as lideranças de categoria em todos os estados em que há mobilização.
Dada a radicalização na Bahia, dados os ânimos exaltados, dada a sensação de humilhação que as lideranças dizem estar sentindo, quem vazou a conversa de Daciolo, criando as circunstâncias para a sua prisão, NÃO PASSA DE UM AMADOR. Comentei aqui com Dona Reinaldo: “Essa prisão é uma tolice. Agora é que a greve no Rio vai sair”. E saiu. Espero que tenha desfecho menos trágico e que logo seja revogada. O fato é que faltou uma visão estratégica.
A Indignada da Praça dos Três Poderes e a anistia
Dilma fará melhor se governar mais e falar ainda menos. Também as suas considerações, em plena efervescência do movimento, contra a anistia a policiais que cometeram crimes são contraproducentes. É a tal síndrome da ombudsman. Basta que se diga favorável ao cumprimento da lei. Até porque não convém ficar cutucando esse negócio de que a anistia é inaceitável para criminosos, não é? Posso apostar que essa não é uma boa vereda para os atuais donos do poder…
A ordem tem de ser restaurada. O problema que teve início com uma Medida Provisória do Apedeuta e que chegou a ser peça da campanha eleitoral de Dilma Rousseff — não adianta negar! — hoje se volta contra a população, que é quem está, de fato, arcando com as conseqüências. Desta vez, Dilma não pode ser apenas a Indignada da Praça dos Três Poderes.
O governo Dilma colhe os frutos do rebolado na porta de quartel. O que se tem como resultado? Nunca antes na história destepaiz, depois da redemocratização, se viram tantos homens das Forças Armadas nas ruas. Os “companheiros” fizeram a caca, e agora foi preciso chamar os homens de verde. A sorte é que a cascata de esquerdistas durante a Constituinte não prosperou, e a Carta autoriza, sob certas condições, que as Forças Armadas também cuidem da ordem interna. “Reacionários” como eu sempre defenderam esse princípio. Os “progressistas” é que eram contra…
Coragem, Venturosa do Deitado em Berço Esplêndido! Levante e governe!
Por Reinaldo Azevedo

sábado, 8 de janeiro de 2011

Começou bem

Simpatia por Dilma Rousseff ou quem quer que seja no espectro esquerdopata nacional, meus poucos leitores sabem que em mim a chance é zero. Mas não posso deixar de registrar que a mulher começou o governo marcando dois gols em relação a Lula.
O primeiro, com todo o direito a aplausos de arquibancada, foi a decisão de partir pra cima das famigeradas operadoras de telefonia e internet e exigir melhorias no péssimo serviço praticado no Brasil. Chega de ser apenas um Paraguai virtual.
O segundo gol, que não merece apenas palmas, mas também algumas vaias para os derrotados em questão, é a digníssima iniciativa de mandar para o cesto do lixo o projeto stalinista do ex-terrorista e ex-ministro Franklin Martins.
As notícias alvissareiras deste sábado destacam que o governo enterrou a má idéia de regulação da imprensa elaborada pelo senhor Martins, o famoso rabiscador da carta endereçada aos militares exigindo a soltura dos colegas em troca de um embaixador.
Segundo as reportagens nas páginas dos principais jornais e sites do País, o atual ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, reuniu-se com a presidente Dilma no Planalto e ambos decidiram deletar os desejos de censura do revanchista Franklin.
Nos planos do novo governo, disse Bernardo, “há outras prioridades para serem tocadas, como o projeto de banda larga”, que deverá ser apresentado a Dilma Rousseff até no máximo o mês de abril. É preciso modernizar a web quase analógica do Brasil.
“A banda larga vai ter prioridade e premência porque vamos discutir também o plano geral de metas de universalização”, disse o novo ministro das Comunicações. O projeto de Franklin Martins caducou na agenda de campanha e mofou após a posse.
A decisão do Planalto com clara tendência de desconsiderar o projeto que intentava contra a liberdade de expressão e pensamento, que entre outros atentados previa a instalação de um conselho nacional de jornalismo, vai decepcionar o PIG.
O Partido da Imprensa Governista, repleto de redatores sindicais, de colunistas retrógrados e de blogueiros militantes, vai roer unha e ruminar impropérios contra a republicana e democrática iniciativa da tia Dilma.
Mal acostumados com o parasitismo adquirido em anos de polpudos salários nos milhares de cargos comissionados oriundos do aparelhamento do Estado pelo PT, os letrados vagabundos continuarão babando de inveja dos veículos de comunicação.
Não consigo disfarçar minha satisfação, misto de gozo e tripúdio, quando leio o vômito verbal da  mundiça
contra a Veja, a Folha, a Globo, o UOL. Bom demais saber que essa raça não projetará jamais coisa igual no mercado.
É ridícula a petulância ideológica dessa gente que remói ódio e inveja dos veículos e jornalistas que não rezam pela sua surrada cartilha, age como se nela configurasse o lado certo, o papel de mocinho na cena política, quando só bandidagem lhe cabe.
Vou repetir. É zero a chance de algum dia nutrir simpatias por figuras como Dilma Rousseff, mas é plausível de elogios suas duas primeiras decisões no âmbito das comunicações. Pena que logo logo os quadrilheiros de sempre ocuparão seus postos.

Sempre que qualquer fato estabelece um confronto com interesses petralhas ou de seus partidos satélites, me remeto ao episódio da Segunda Grande Guerra quando Winston Churchill anunciou a aliança firmada com o ditador comunista Joseph Stalin.

Questionado por se juntar a um assassino e corrupto, o ministro inglês ilustrou assim a decisão: "Se Hitler ameaçar invadir o inferno, eu me alio com o diabo". Vale pra mim, sem escrúpulos sociológicos; contra petralha, chamo Pinochet de Madre Tereza.

domingo, 14 de novembro de 2010

Os dados da corrupção

Você sabe quanto custa a corrupção para o Brasil?

Chorem seu pobre-rico dinheiro nos tilintares de champanhe comprado com a bolsa da viúva: entre R$ 41,5 bilhões e R$ 69,1 bilhões por ano.

A estimativa é do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação da Fiesp.

Valores que equivalem a coisa de 1,38% a 2,3% do PIB.

»...À viúva

Enquanto isso, o governo federal manobra com governadores a volta da CPMF, imposto sobre o cheque.

Dados enviados pelo comentarista do blog Abelhinha ‘Çivirino’ revelam que em 2008 foram arrecadados cerca de R$ 40 bilhões.

Mas a saúde nunca melhorou. Pelo contrário, cada vez mais moribunda.

Para solucionar o caos, ele dá a dica, melhor impossível: - “acabe-se com a ladroagem na atividade política e aplique-se todo esse dinheiro integralmente na Saúde Pública. A população, sobretudo os mais carentes, vão agradecer o que na verdade constitui um dever daqueles que ostentam a qualificação de homens públicos”.

»Pois bem!

Não existe mistério nem segredo para a solução na saúde pública, que não é arrancar mais dinheiro do bolso sofrido do povo, mas sim estancar o sagramento desmedido da corrupção.

Se o governo quiser, consegue, pois governantes são eleitos para encontrar soluções diante de dificuldades. E este é o maior desafio de todos eles.

»Contramão

Mas, lamentavelmente, a presidenta eleita Dilma Rousseff já começou mal a partir da sua equipe de transição, nomeando uma implicada na máfia dos sanguessugas.

Ao ser descoberta pela imprensa, logo foi exonerada. Mas a intenção e a nomeação deixaram trombas de elefantes atrás das orelhas...

Também nomeou – com salário de R$ 6,8 mil, pago pelo governo, o que permite a lei – uma cabeleireira gaúcha, que até o ano passado trabalhava num salão de beleza em Porto Alegre (RS) e mantinha um blog com dicas sobre cabelos até a nomeação. Dilma justificou que ela – que trabalhou na produção da campanha – será uma secretária trilingue, enquanto a cabeleireira não sabe qual a sua função...

Por: Eliana Lima - Tribuna do Norte.

sábado, 24 de julho de 2010

Taí o resultado dos "pograma sociár du Lula"

No campeonato mundial das desigualdades sociais, o Brasil ocupa lugares de destaque e, quando chega na América Latina, estamos na frente apenas do Haiti e da Bolívia. É bom frisar que a América Latina é o continente mais atrasado do mundo, atrás mesmo da África. Os números são oficiais e fazem parte de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que foi divulgado ontem e está nas primeiras páginas dos jornais: “Apesar dos progressos sociais registrados no início da década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo”.

Segundo as agências de notícias, o índice de Gini (mediação do grau de desigualdade a partir da renda per capita) para o Brasil ficou em torno de 0,56 por volta de 2006.  Quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. O cálculo do Gini varia de acordo com as fontes e a base dos dados utilizados. Os que estão no relatório mostram o Brasil na rabeira da América Latina, numa situação apenas superior  à Bolívia e ao Haiti.

Na informação da BBC Brasil, os piores indicadores pela medição do Gini são Bolívia, Camarões e Madagascar (0,6), seguidos do Haiti, África do Sul (olhe a Copa, gente!) e Tailândia (0,59). O Brasil aparece empatado com o Equador com um indicador de 0,56. Mais: Colômbia, Jamaica, Paraguai e Honduras “se alternam na mesma faixa do Brasil”.

Leio e destaco na matéria da BBC Brasil:

- Dos 15 países onde a diferença entre ricos e pobres é maior, dez são latino-americanos. Em média, os índices Gini para a região são 18% mais altos que os da África Subsaariana, 36% mais altos que os dos países asiáticos e 65% mais altos que os dos países ricos.

- O documento traça uma relação entre a desigualdade e baixa mobilidade social, caracterizado pelo círculo de aprisionamento social definido pela situação. No Brasil e no Peru, por exemplo, o nível de renda dos pais influencia a faixa de renda dos filhos em 58% e 60%, respectivamente. No Chile esse nível de pré-determinação é mais baixo, 52%, semelhante ao da Inglaterra (50%), Alemanha, França e Estados Unidos (32%, 41% e 47%, respectivamente). Já nos países nórdicos, assim como no Canadá, a influência da educação familiar sobre os indivíduos é de 19%.

Acrescenta a matéria:

- Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso à educação superior foram os elementos mais importantes na determinação da mobilidade sócioeconômica entre gerações. Para o PNUD, a saída para resolver o problema da desigualdade na América Latina passa por melhorar o acesso das populações aos serviços básicos – inclusive o acesso à educação superior de qualidade.

É este o resultado das experiências esquerdistas na América Latrina.

Deus nos livre de mais um governo do PT!!!
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