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quinta-feira, 12 de março de 2015
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Nixon, é você??
No auge das manifestações da “revolta do busão” em
Natal, quando meia centena de estudantes esquerdistas fecharam ruas e a
câmara dos vereadores, a então prefeita da cidade Micarla de Sousa, do
Partido Verde, amargava altos índices de impopularidade.
Seu perfil de mulher frágil, pequenina, sofrendo quedas de pressão arterial, e mãe de duas crianças, não foi motivo para aplainar a ira radical dos blogueiros e tuiteiros do PT que pregavam o seu impeachment utilizando piadas chulas e palavrões contra ela.
Desde a noite de ontem, quando o Brasil presenciou o maior massacre imposto por um candidato a outro em toda a história da Presidência da República, durante o debate no SBT, a militância petista vomita desaforos contra Aécio Neves por ter vencido a peleja.
Usam dos mais farisaicos argumentos e levantam as mais ridículas teses de violência contra a mulher para disfarçar o visível despreparo da presidente Dilma Rousseff diante da oratória do neto de Tancredo Neves, que simplesmente atropelou a candidata.
Os mesmos personagens medíocres que não respeitaram a condição de mãe e esposa da prefeita de Natal em 2013 quando a vestiram de adjetivos maledicentes, agora resmungam em favor de Dilma lembrando que a mesma é mãe, avó e sexagenária.
Uma defesa risível para esconder a derrota no debate, posto que Aécio Neves bateu duro dentro dos limites das regras do confronto e da civilidade, exceto quando devolveu na mesma moeda a citação da sua irmã, covardemente atacada com as mentiras petistas.
O que se viu ontem nas telas do SBT e do portal UOL e se ouviu pela rádio Jovem Pan foi um momento histórico para ficar nos anais da nossa vida republicana e democrática; o dia em que o senador Aécio Neves desmontou a toda poderosa presidente do país.
Dilma não foi derrotada nos ataques do adversário, mas no retorno das suas próprias agressões gratuitas, forjadas no tom do marqueteiro João Santana, que ontem parece ter rejeitado o ponto eletrônico. O joystick imaginário não fez dela um invencível androide.
Quanto mais levantava denúncias estéreis contra Aécio, mais o tucano se fortalecia nas réplicas e ocupava o centro do ringue arbitrado pelo jornalista Carlos Nascimento, cujas discrição e formalidade engrandeceram o evento, que chegou à vice-liderança do Ibope.
O candidato do PSDB já dominava o embate quando a própria petista cavou o buraco de onde não conseguiria mais sair até o final. Acusou Aécio de nepotismo e este devolveu com uma sinecura do irmão dela, Igor Rousseff, nomeado num cargo fantasma.
Quem assistiu por sinal HD viu perfeitamente os olhos de Dilma marejarem e a parti daí seu semblante foi ganhando um tom de desconforto que se misturava aos trejeitos de uma face exibindo seu costumeiro mau humor que nem o marketing consegue esconder.
Sempre que as câmeras fechavam nos rostos dos dois debatedores, eu me lembrava do mais importante debate político do século XX, na noite de 26 de setembro de 1960, nos estúdios do canal CBS, em Chicago, nos EUA. John Kennedy versus Richard Nixon.
Foi a primeira vez que a TV americana transmitiu um debate entre dois candidatos à Casa Branca, exatamente num momento histórico crucial para um país envolvido na Guerra Fria com a Rússia e temeroso com o avanço comunista na vizinha ilha de Cuba.
Nixon, assim como Dilma, representava o poder em exercício, elevado à condição de líder pelo popular presidente Dwight Eisenhower. Kennedy, como Aécio, era um jovem senador tentando conquistar um sonho que já fora do seu velho e bom articulador pai.
O debate marcou o princípio de uma nova era na formação de uma imagem de homem público e popularizou o marketing político pelo mundo todo. Encerrou com Nixon suando a cântaros, o cansaço no rosto, enquanto JFK exibia uma expressão de estadista.
Eu vi Nixon dentro daquele vestido verde da Dilma, li nas entrelinhas das suas perguntas o desespero de um partido movido a ódio, percebi no seu mal estar a derrota anunciada nas pesquisas. Não era uma mulher agredida, e sim um candidato perdido.
Não cabe nenhuma crítica a Aécio Neves no âmbito das relações civilistas entre um homem e uma mulher. A cantilena dos petistas nas redes sociais é um simulacro de indignação humanista. O que houve ontem foi uma surra de imposição republicana.
Mais que isso, ontem a TV brasileira transmitiu a História ao vivo, expondo uma presidente-candidata exaurida emocional e fisicamente. Sorte que numa São Paulo árida alguém encontrou um copo de água, o mesmo elemento do frio suor dela e de Nixon.
Seu perfil de mulher frágil, pequenina, sofrendo quedas de pressão arterial, e mãe de duas crianças, não foi motivo para aplainar a ira radical dos blogueiros e tuiteiros do PT que pregavam o seu impeachment utilizando piadas chulas e palavrões contra ela.
Desde a noite de ontem, quando o Brasil presenciou o maior massacre imposto por um candidato a outro em toda a história da Presidência da República, durante o debate no SBT, a militância petista vomita desaforos contra Aécio Neves por ter vencido a peleja.
Usam dos mais farisaicos argumentos e levantam as mais ridículas teses de violência contra a mulher para disfarçar o visível despreparo da presidente Dilma Rousseff diante da oratória do neto de Tancredo Neves, que simplesmente atropelou a candidata.
Os mesmos personagens medíocres que não respeitaram a condição de mãe e esposa da prefeita de Natal em 2013 quando a vestiram de adjetivos maledicentes, agora resmungam em favor de Dilma lembrando que a mesma é mãe, avó e sexagenária.
Uma defesa risível para esconder a derrota no debate, posto que Aécio Neves bateu duro dentro dos limites das regras do confronto e da civilidade, exceto quando devolveu na mesma moeda a citação da sua irmã, covardemente atacada com as mentiras petistas.
O que se viu ontem nas telas do SBT e do portal UOL e se ouviu pela rádio Jovem Pan foi um momento histórico para ficar nos anais da nossa vida republicana e democrática; o dia em que o senador Aécio Neves desmontou a toda poderosa presidente do país.
Dilma não foi derrotada nos ataques do adversário, mas no retorno das suas próprias agressões gratuitas, forjadas no tom do marqueteiro João Santana, que ontem parece ter rejeitado o ponto eletrônico. O joystick imaginário não fez dela um invencível androide.
Quanto mais levantava denúncias estéreis contra Aécio, mais o tucano se fortalecia nas réplicas e ocupava o centro do ringue arbitrado pelo jornalista Carlos Nascimento, cujas discrição e formalidade engrandeceram o evento, que chegou à vice-liderança do Ibope.
O candidato do PSDB já dominava o embate quando a própria petista cavou o buraco de onde não conseguiria mais sair até o final. Acusou Aécio de nepotismo e este devolveu com uma sinecura do irmão dela, Igor Rousseff, nomeado num cargo fantasma.
Quem assistiu por sinal HD viu perfeitamente os olhos de Dilma marejarem e a parti daí seu semblante foi ganhando um tom de desconforto que se misturava aos trejeitos de uma face exibindo seu costumeiro mau humor que nem o marketing consegue esconder.
Sempre que as câmeras fechavam nos rostos dos dois debatedores, eu me lembrava do mais importante debate político do século XX, na noite de 26 de setembro de 1960, nos estúdios do canal CBS, em Chicago, nos EUA. John Kennedy versus Richard Nixon.
Foi a primeira vez que a TV americana transmitiu um debate entre dois candidatos à Casa Branca, exatamente num momento histórico crucial para um país envolvido na Guerra Fria com a Rússia e temeroso com o avanço comunista na vizinha ilha de Cuba.
Nixon, assim como Dilma, representava o poder em exercício, elevado à condição de líder pelo popular presidente Dwight Eisenhower. Kennedy, como Aécio, era um jovem senador tentando conquistar um sonho que já fora do seu velho e bom articulador pai.
O debate marcou o princípio de uma nova era na formação de uma imagem de homem público e popularizou o marketing político pelo mundo todo. Encerrou com Nixon suando a cântaros, o cansaço no rosto, enquanto JFK exibia uma expressão de estadista.
Eu vi Nixon dentro daquele vestido verde da Dilma, li nas entrelinhas das suas perguntas o desespero de um partido movido a ódio, percebi no seu mal estar a derrota anunciada nas pesquisas. Não era uma mulher agredida, e sim um candidato perdido.
Não cabe nenhuma crítica a Aécio Neves no âmbito das relações civilistas entre um homem e uma mulher. A cantilena dos petistas nas redes sociais é um simulacro de indignação humanista. O que houve ontem foi uma surra de imposição republicana.
Mais que isso, ontem a TV brasileira transmitiu a História ao vivo, expondo uma presidente-candidata exaurida emocional e fisicamente. Sorte que numa São Paulo árida alguém encontrou um copo de água, o mesmo elemento do frio suor dela e de Nixon.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Até o feijão vamos importar!!
O Brasil não vai importar apenas médicos, como pretende e anuncia o
governo petista. O Brasil vai trazer de fora muito mais do que médicos e
suas especialidades. Feijão, por exemplo. Comemos feijão gringo, da
China, há alguns anos. Faz tempo. E vamos importar bem mais, a partir de
agora, como se constata nesta notícia publicada pelos principais
jornais do país: Governo zera imposto de importação de feijão. A
medida foi tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex),
segunda-feira: Para combater a inflação, a Camex corta, até 30 de
novembro, o imposto de 10% que incidia sobre as importações de países
fora do Mercosul. Agora o chinês estará mais folgado para vender o seu
feião para o Brasil. Sim, há anos que comemos feijão chinês.
Imagine a reação do mestre Luís da Câmara Cascudo se soubesse que a feijoada que ele adorava comer, está sendo feita agora com feijão chinês, plantado pelos amarelinhos de olhos puxados. A feijoada, simples ou completa, é o primeiro prato brasileiro, para os brasileiros em geral (...). A feijoada é uma dessas-obras primas, obrigando iniciação nacionalizante. Está assim escrito num dos mais importantes e mais saborosos livros de Cascudo: História da Alimentação no Brasil.
Pois bem, a nossa feijoada já não é mais a mesma. O feijão vem da China, que o Brasil importa (de lá e de outros países) porque a produção brasileira vem caindo. Só na atual safra a redução foi de quase 6%. Sem falar que tem variedade de feijão produzido no Brasil cujo preço, em menos de um ano, subiu mais de 100%. Leio nos jornais lá de baixo: A medida que determina zerar o imposto de importação do feijão é considerada acertada, pois vai evitar a pressão dos preços do produto sobre a inflação.
Do jeito que a panela cozinha, vão terminar tirando a feijoada da mesa dos brasileiros. Leio ainda nos jornais: A alta do preço do feijão preto, deve ser amenizada, entre julho e agosto com a importação da China, principal fornecedora para o mercado brasileiro. O feijão chinês que está chegando ao Brasil é da safra velha, pois a nova começa a ser plantada em setembro. Danado que o feijão que estamos comendo não vem somente da China. Vem também da Argentina. Era só que faltava: feijão argentino no cardápio da seleção brasileira. Os hermanos vendem para o Brasil uma média de 115 toneladas de feijão preto todos os anos.
Mas não é somente o feijão que vem de fora. O Brasil é importador também de arroz, isso sem falar do trigo (da Argentina, principalmente) para fazer o nosso pão de cada dia.... E veja só esse quase absurdo: O Brasil está importando banana da Tailândia! Imagine a feijoada brasileira: feijão da China, arroz da Argentina, costela de cordeiro do Uruguai, cebola de Portugal (sim, importamos cebola de Portugal) e, na sobremesa, banana da Tailândia! Acho que só escapam mesmo a carne de sol de Caicó, a farinha e rapadura do Brejo. Por falar em farinha de mandioca, o produto teve um aumento de preço perto de 100% de um ano pra cá. Um quilo custa hoje, aí na casa dos 8 reais, quatro vezes mais do que o preço de um quilo de farinha de trigo importada.
E quanto vai custar um médico cubano? E a reforma agrária de Lula?
Imagine a reação do mestre Luís da Câmara Cascudo se soubesse que a feijoada que ele adorava comer, está sendo feita agora com feijão chinês, plantado pelos amarelinhos de olhos puxados. A feijoada, simples ou completa, é o primeiro prato brasileiro, para os brasileiros em geral (...). A feijoada é uma dessas-obras primas, obrigando iniciação nacionalizante. Está assim escrito num dos mais importantes e mais saborosos livros de Cascudo: História da Alimentação no Brasil.
Pois bem, a nossa feijoada já não é mais a mesma. O feijão vem da China, que o Brasil importa (de lá e de outros países) porque a produção brasileira vem caindo. Só na atual safra a redução foi de quase 6%. Sem falar que tem variedade de feijão produzido no Brasil cujo preço, em menos de um ano, subiu mais de 100%. Leio nos jornais lá de baixo: A medida que determina zerar o imposto de importação do feijão é considerada acertada, pois vai evitar a pressão dos preços do produto sobre a inflação.
Do jeito que a panela cozinha, vão terminar tirando a feijoada da mesa dos brasileiros. Leio ainda nos jornais: A alta do preço do feijão preto, deve ser amenizada, entre julho e agosto com a importação da China, principal fornecedora para o mercado brasileiro. O feijão chinês que está chegando ao Brasil é da safra velha, pois a nova começa a ser plantada em setembro. Danado que o feijão que estamos comendo não vem somente da China. Vem também da Argentina. Era só que faltava: feijão argentino no cardápio da seleção brasileira. Os hermanos vendem para o Brasil uma média de 115 toneladas de feijão preto todos os anos.
Mas não é somente o feijão que vem de fora. O Brasil é importador também de arroz, isso sem falar do trigo (da Argentina, principalmente) para fazer o nosso pão de cada dia.... E veja só esse quase absurdo: O Brasil está importando banana da Tailândia! Imagine a feijoada brasileira: feijão da China, arroz da Argentina, costela de cordeiro do Uruguai, cebola de Portugal (sim, importamos cebola de Portugal) e, na sobremesa, banana da Tailândia! Acho que só escapam mesmo a carne de sol de Caicó, a farinha e rapadura do Brejo. Por falar em farinha de mandioca, o produto teve um aumento de preço perto de 100% de um ano pra cá. Um quilo custa hoje, aí na casa dos 8 reais, quatro vezes mais do que o preço de um quilo de farinha de trigo importada.
E quanto vai custar um médico cubano? E a reforma agrária de Lula?
segunda-feira, 17 de junho de 2013
É a economia estúpido
As vaias contra Dilma no estádio de Brasília já estão inseridas nas manifestações que explodem pelo país, como mostra a fotografia em que Dilma e o PT são alvos dos cartazes.
Os protestos iniciados com o “movimento do passe livre” descambaram para a indignação com a inflação, a corrupção e os gastos criminosos
com a Copa das Confederações e Copa do Mundo.
A presidente que trate de conter a desordem na economia e a corrupção promovida por seu partido e os aliados. Pois do contrário, a tag do Twitter #ChupaDilma pode virar um bordão das ruas com Fora Dilma.
sábado, 25 de maio de 2013
Foi só boato
“O boato é criminoso!”. Bradou Dilma Rousseff diante dos holofotes da
mídia, escondendo no semblante da retórica a satisfação no papel de
vítima e de heroína do teatro que alcançou índices de audiência e de
pânico no Nordeste e outras regiões.
O domingo, 19, foi um prato cheio para se oferecer aos beneficiários e “clientes” do programa Bolsa Família a mentira bem orquestrada do fim dos pagamentos. Havia uma convenção nacional do PSDB gerando fatos e gestos na mídia durante todo o dia.
Curioso é que foi um boato à moda antiga, espalhado e ampliado no processo do boca a boca, sem qualquer participação especial, ou mesmo coadjuvância, das badaladas redes sociais. Quase nada se viu no Facebook, Google + ou Twitter, nenhum sinal de alarme.
O que levaria um boato se propagar tão rapidamente e de forma tão consistente nas cidades nordestinas e nortistas, além de algumas periféricas de Minas Gerais e Rio de Janeiro? Seriam as fiscais do FHC, numa versão improvisada do que fez José Sarney?
Ora, vão catar coquinho os que defendem a tese da brincadeira de mau gosto ter seu útero na convenção tucana. É preciso uma rede de militantes para isso, e isso o PSDB não tem. O modus operandi é típico do que sai da placenta de gerar mentiras do PT.
O Partido dos Trabalhadores transformou sua história de três décadas num boato sem fim. E nem estou me referindo ao fim da mesma Bolsa Família nas campanhas de 2010 e de 2012, quando José Serra mantinha vantagem sobre os petistas nas pesquisas.
O PT nasceu para ser a agremiação da democracia que o Brasil urgia no final dos anos 1970. Mas foi apenas um boato, pois logo mostrou seu alinhamento com a velha e surrada tese da ditadura do proletariado, instalada com a Revolução Russa de 1917.
O PT surgiu para ser o escoadouro das reivindicações de todas as classes sociais, mas tudo não passou de um boato. Rapidamente ficou claro que só os operários do ABC Paulista eram considerados cidadãos para os intelectuais marxistas dirigentes da sigla.
Na luta das Diretas Já, o partido engrossou o coro por liberdade partidária e pelo voto livre para presidente da República. Foi só um boato, confirmado assim que as forças democráticas lançaram Tancredo Neves contra Maluf. O PT subiu no muro e lá ficou.
Durante a Constituinte, que elaborou a atual Constituição, livre das amarras do regime militar, os parlamentares do PT foram eleitos em nome dela. Mas, infelizmente, era um discurso que logo virou boato. O próprio Lula abandonou o mandato no Congresso.
Ao longo desses anos todos, o PT jurou sua condição de partido ético; era boato. Pregou pluraridade interna, mas era boato, tendo que expulsar valorosos militantes que divergiram pontualmente do partido. Era boato que o PT não se metia em corrupção.
O PT encampou nas ruas a luta para defenestrar Fernando Collor do Planalto. A aversão ao alagoano foi só boato, pois hoje Lula e Collor apagaram as agressões mútuas e são sustentáculos da base aliada de Dilma Rousseff, cujo diploma de economia é só boato.
Na passagem do regime militar para o primeiro governo civil, de José Sarney, as lideranças do PT incutiram no juízo dos militantes um ódio político e ideológico ao ex-ministro da ditadura, Delfim Netto. Mas, era boato. O gordo é conselheiro do Planalto.
Estrategista maior da recuperação eleitoral de Lula após as duas derrotas para FHC, o senhor José Dirceu trafegou pela história e pela ação política como um gigantesco boato. Tudo na vida do chefe dos mensaleiros é uma mentira rodeada de muitos boatos.
Dirceu foi tratado como ex-guerrilheiro, mas era boato, já que nunca pegou uma baladeira para atingir um soldado. Disseram ser um grande estudantil, outro boato, muito bem confirmado na lambança que orquestrou no encontro da UNE em Ibiúna.
O governo de Lula distribuiu propina entre parlamentares, mas todos no partido juram ser boato. Lula acumulou boa grana no exterior carregada pela amiguinha Rose Noronha, mas o PT jura que é boato. Dona Marisa anda com ciúmes, ou será boato?
Ah, foi Lula quem jurou ter pago a dívida externa brasileira, lembram? Acabou de subir 60%. E o Pré-Sal que iria ser redenção do país, só boato. E a transposição do São Francisco? Só boato. Crise global, inflação, desemprego, juros altos. Tudo boato.
E criminoso, como diz Dilma.
O domingo, 19, foi um prato cheio para se oferecer aos beneficiários e “clientes” do programa Bolsa Família a mentira bem orquestrada do fim dos pagamentos. Havia uma convenção nacional do PSDB gerando fatos e gestos na mídia durante todo o dia.
Curioso é que foi um boato à moda antiga, espalhado e ampliado no processo do boca a boca, sem qualquer participação especial, ou mesmo coadjuvância, das badaladas redes sociais. Quase nada se viu no Facebook, Google + ou Twitter, nenhum sinal de alarme.
O que levaria um boato se propagar tão rapidamente e de forma tão consistente nas cidades nordestinas e nortistas, além de algumas periféricas de Minas Gerais e Rio de Janeiro? Seriam as fiscais do FHC, numa versão improvisada do que fez José Sarney?
Ora, vão catar coquinho os que defendem a tese da brincadeira de mau gosto ter seu útero na convenção tucana. É preciso uma rede de militantes para isso, e isso o PSDB não tem. O modus operandi é típico do que sai da placenta de gerar mentiras do PT.
O Partido dos Trabalhadores transformou sua história de três décadas num boato sem fim. E nem estou me referindo ao fim da mesma Bolsa Família nas campanhas de 2010 e de 2012, quando José Serra mantinha vantagem sobre os petistas nas pesquisas.
O PT nasceu para ser a agremiação da democracia que o Brasil urgia no final dos anos 1970. Mas foi apenas um boato, pois logo mostrou seu alinhamento com a velha e surrada tese da ditadura do proletariado, instalada com a Revolução Russa de 1917.
O PT surgiu para ser o escoadouro das reivindicações de todas as classes sociais, mas tudo não passou de um boato. Rapidamente ficou claro que só os operários do ABC Paulista eram considerados cidadãos para os intelectuais marxistas dirigentes da sigla.
Na luta das Diretas Já, o partido engrossou o coro por liberdade partidária e pelo voto livre para presidente da República. Foi só um boato, confirmado assim que as forças democráticas lançaram Tancredo Neves contra Maluf. O PT subiu no muro e lá ficou.
Durante a Constituinte, que elaborou a atual Constituição, livre das amarras do regime militar, os parlamentares do PT foram eleitos em nome dela. Mas, infelizmente, era um discurso que logo virou boato. O próprio Lula abandonou o mandato no Congresso.
Ao longo desses anos todos, o PT jurou sua condição de partido ético; era boato. Pregou pluraridade interna, mas era boato, tendo que expulsar valorosos militantes que divergiram pontualmente do partido. Era boato que o PT não se metia em corrupção.
O PT encampou nas ruas a luta para defenestrar Fernando Collor do Planalto. A aversão ao alagoano foi só boato, pois hoje Lula e Collor apagaram as agressões mútuas e são sustentáculos da base aliada de Dilma Rousseff, cujo diploma de economia é só boato.
Na passagem do regime militar para o primeiro governo civil, de José Sarney, as lideranças do PT incutiram no juízo dos militantes um ódio político e ideológico ao ex-ministro da ditadura, Delfim Netto. Mas, era boato. O gordo é conselheiro do Planalto.
Estrategista maior da recuperação eleitoral de Lula após as duas derrotas para FHC, o senhor José Dirceu trafegou pela história e pela ação política como um gigantesco boato. Tudo na vida do chefe dos mensaleiros é uma mentira rodeada de muitos boatos.
Dirceu foi tratado como ex-guerrilheiro, mas era boato, já que nunca pegou uma baladeira para atingir um soldado. Disseram ser um grande estudantil, outro boato, muito bem confirmado na lambança que orquestrou no encontro da UNE em Ibiúna.
O governo de Lula distribuiu propina entre parlamentares, mas todos no partido juram ser boato. Lula acumulou boa grana no exterior carregada pela amiguinha Rose Noronha, mas o PT jura que é boato. Dona Marisa anda com ciúmes, ou será boato?
Ah, foi Lula quem jurou ter pago a dívida externa brasileira, lembram? Acabou de subir 60%. E o Pré-Sal que iria ser redenção do país, só boato. E a transposição do São Francisco? Só boato. Crise global, inflação, desemprego, juros altos. Tudo boato.
E criminoso, como diz Dilma.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
É culpa da agenda
Houve
um tempo, quando milhões de desavisados levaram a sério uma brincadeira
do então recém-eleito presidente americano Barack Obama com seu colega
brasileiro, que o Planalto curtia adoidado levar vermelhidão econômica
para exibir na civilização.
Luiz Inácio saracoteava em tudo que é evento mundial, catapultado pelo apelido dado por Obama e pela popularidade construída com esmolas sociais e uma bem planejada política de pesquisas de opinião alimentando publicitariamente as manchetes nacionais.
Como um bobo da corte dos tempos hodiernos, o petista vivia sua porção Cinderela nos bailes fiscais da ONU e nos banquetes dos estadistas de países ricos. No meio da crise global, ele gozava numa economia feita pelo mercado, mas adotada pelo governo.
Vendeu a fantasia do pré-sal, como se a ainda inalcançável produção fosse um filme, em que se paga antes de ver. Aliás, tudo no governo do PT tem similaridades com cinema, ou, para não queimar o filme da sétima arte, com mentiras e retóricas bem roteirizadas.
E agora, eis que de repente, a presidente Dilma Rousseff (que a companheirada chama presidenta), que havia aprendido na cartilha do chefe a esbravejar como emergente chique, decidiu não participar da 43ª edição do Fórum Econômica Mundial. Por que?
Ora. O motivo, mais que evidente, é que Dilma quer evitar o vexame de ter que expor um quadro bem diferente do que ela mesma pintou em reuniões anteriores, quando chegou até a passar pito e dar conselho de estadista aos chefes do Primeiro Mundo.
O argumento oficial é uma hilária incompatibilidade de agenda, bem orquestrado pela cúpula do PT encastelada na órbita do Planalto, que soube pesar o clima adverso para uma presença do Brasil no fórum. O país não vai bem e o partido está muito pior.
Dilma não quer passar pela saia justa, diante de 2,5 mil convidados de 100 países, de ter que fazer um discurso quase oposto ao último, quando, inclusive, tentou ensinar os europeus a sair da crise. Não convém falar do pífio desempenho do Brasil em 2012.
Também não é nada boa a possibilidade de enfrentar microfones e câmeras para dar explicações sobre as aventuras nada republicanas do amigo Lula e sobre as constantes falcatruas envolvendo gente do seu partido. Melhor ficar aqui, calada e quieta.
Não fosse esses dois assuntos, nenhum outro teria força e importância para cancelar a presença de uma chefe de Estado num encontro com chefes de outras cem nações e mais economistas e empresários renomados de todo o mundo. Falar em agenda é piada.
A verdade verdadeira é que diante da paralisia do governo, da corrupção que empesta sua base aliada, liderada pelos petistas, Dilma Rousseff não quer arriscar o vexame de responder aonde anda aquele ufanismo pregado por Lula e bem ensaiado por ela.
Fugindo do Fórum Econômico Mundial, como está prestes a fazer, a presidente desnuda-se daquela fantasia de durona, de sargentona, que ela trouxe no parco currículo político desde quando ainda moça teve que encarar os interrogatórios dos generais.
Portanto, ao invés de encarar o mundo político e econômico em Davos, a presidente pode evitar contratempos curtindo uma praiazinha nordestina com o neto. Pelo menos, a bolha familiar não tem perigo de estourar como a do virtuosismo vendida por Lula.
Luiz Inácio saracoteava em tudo que é evento mundial, catapultado pelo apelido dado por Obama e pela popularidade construída com esmolas sociais e uma bem planejada política de pesquisas de opinião alimentando publicitariamente as manchetes nacionais.
Como um bobo da corte dos tempos hodiernos, o petista vivia sua porção Cinderela nos bailes fiscais da ONU e nos banquetes dos estadistas de países ricos. No meio da crise global, ele gozava numa economia feita pelo mercado, mas adotada pelo governo.
Vendeu a fantasia do pré-sal, como se a ainda inalcançável produção fosse um filme, em que se paga antes de ver. Aliás, tudo no governo do PT tem similaridades com cinema, ou, para não queimar o filme da sétima arte, com mentiras e retóricas bem roteirizadas.
E agora, eis que de repente, a presidente Dilma Rousseff (que a companheirada chama presidenta), que havia aprendido na cartilha do chefe a esbravejar como emergente chique, decidiu não participar da 43ª edição do Fórum Econômica Mundial. Por que?
Ora. O motivo, mais que evidente, é que Dilma quer evitar o vexame de ter que expor um quadro bem diferente do que ela mesma pintou em reuniões anteriores, quando chegou até a passar pito e dar conselho de estadista aos chefes do Primeiro Mundo.
O argumento oficial é uma hilária incompatibilidade de agenda, bem orquestrado pela cúpula do PT encastelada na órbita do Planalto, que soube pesar o clima adverso para uma presença do Brasil no fórum. O país não vai bem e o partido está muito pior.
Dilma não quer passar pela saia justa, diante de 2,5 mil convidados de 100 países, de ter que fazer um discurso quase oposto ao último, quando, inclusive, tentou ensinar os europeus a sair da crise. Não convém falar do pífio desempenho do Brasil em 2012.
Também não é nada boa a possibilidade de enfrentar microfones e câmeras para dar explicações sobre as aventuras nada republicanas do amigo Lula e sobre as constantes falcatruas envolvendo gente do seu partido. Melhor ficar aqui, calada e quieta.
Não fosse esses dois assuntos, nenhum outro teria força e importância para cancelar a presença de uma chefe de Estado num encontro com chefes de outras cem nações e mais economistas e empresários renomados de todo o mundo. Falar em agenda é piada.
A verdade verdadeira é que diante da paralisia do governo, da corrupção que empesta sua base aliada, liderada pelos petistas, Dilma Rousseff não quer arriscar o vexame de responder aonde anda aquele ufanismo pregado por Lula e bem ensaiado por ela.
Fugindo do Fórum Econômico Mundial, como está prestes a fazer, a presidente desnuda-se daquela fantasia de durona, de sargentona, que ela trouxe no parco currículo político desde quando ainda moça teve que encarar os interrogatórios dos generais.
Portanto, ao invés de encarar o mundo político e econômico em Davos, a presidente pode evitar contratempos curtindo uma praiazinha nordestina com o neto. Pelo menos, a bolha familiar não tem perigo de estourar como a do virtuosismo vendida por Lula.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Carta para os iludidos
“Amigo Petista” - por Elizabeth
Rondelli(*)
"Meu Amigo Petista.
Tenho um
amigo petista (pessoa incrível e honestíssima), que escreveu sobre o relatório
da OIT - Organização Internacional do Trabalho, mostrando que a pobreza no
Brasil caiu 36% em 6 anos, e dizendo que deve ter gente mordendo os cotovelos
de tanta raiva. Não resisti e respondo publicamente.'Rir com dente é fácil'.
Quero ver agora que o preço das commodities caiu, que o modelo de exploração de petróleo criado pela presidenta prova-se inviável, que a Petrobras não consegue mais segurar a inflação artificialmente baixa, que o pibinho petista não vai sequer chegar a 2%, que o Brasil começa a ser encarado como um país onde é difícil fazer negócio por tanta intervenção e achaques às empresas, que o prazo razoável de fazer as importantes reformas (previdenciária, tributária, fiscal, política...) já venceu, que não houve um mísero progresso nas variáveis que impactam o aumento da produtividade e da competitividade (infraestrutura, educação, ciência e tecnologia), que todos os esforços foram direcionados à anabolização dos números no curto prazo em detrimento da poupança e do investimento no longo, que os sete (eu disse SETE) pacotes lançados nos últimos meses para tentar ressuscitar o paciente moribundo mostraram-se tão patéticos quanto as pessoas que os maquinaram, que as famílias estão endividadas até o talo de tanto estímulo ao consumo, que a arrecadação já dá demonstração de queda (mesmo com o aumento das alíquotas, o que representa perda real em base tributável — ou atividade econômica)...
Eu poderia continuar por mais uma semana elencando a sequência de burradas dos governos petistas. E olha que eu nem entrei no mérito moral — aí, é "capivara" mesmo, ficha policial.
Com economia aquecida e uma carga tributária boçal (em ambos os sentidos: quantidade e qualidade), é fácil ter muito dinheiro para gastar. Distribuir aos pobres parece coisa de gente de bom coração. Renda na mão de pobre vira consumo e consumo conta para o PIB. E, na mão de petista, vira voto na certa. Mas, agora que o dinheiro vai começar a rarear, quero ver onde vai estar o coração dessa gente. Ou vão cravar mais fundo os dentes no setor produtivo da sociedade ou vão ter que escolher o que deixa de receber recursos. Tenho certeza de que o caixa 2 das campanhas eleitorais deles está garantido — até porque este parece ser (por mais surreal que possa parecer) o ÁLIBI dos 36 réus do mensalão.
O fato é que, 10 anos depois, o pobre brasileiro pode ter ficado momentaneamente menos pobre na carteira, mas não se tornou um milímetro mais capaz de enfrentar os desafios do mundo moderno em que o país compete. Basta ver que os analfabetos funcionais das faculdades de gesso do Luladdad chegam a 38% (é inacreditável, mas é verdade).
Acabada a farra da gastança, voltaremos para a mesma estaca em que estávamos antes. Um pouco piores, na verdade, graças aos retrocessos que representam os constantes ataques às instituições da sociedade (a Justiça, a liberdade de imprensa, a independência dos poderes, o que restava de honradez no Congresso, a política externa que deixou de servir à nação para se dobrar a um projeto particular de poder...) e às bases da economia de mercado tão sólidas que os petistas herdaram de seus antecessores mais capazes (a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Bolsa Escola — este, sim, carregava uma contrapartida que produzia um efeito positivo no longo prazo em vez de boçalizar a população com esmola –, a autonomia do Banco Central, a confiabilidade dos dados oficiais, o modelo de privatização, o ordenamento jurídico que atraiu o investidor estrangeiro, a estabilidade econômica e de regras...).
Eu não mordo os cotovelos porque as pessoas estão menos pobres. Mordo de ver que o PT transformou em mais um voo de galinha a maior oportunidade que o Brasil jamais teve de entrar definitivamente para a elite global. Mordo de ver que gente inteligente como você não consegue perceber a destruição do nosso futuro que está sendo promovida dia após dia por gente que só quer se locupletar e perpetuar seu poder sobre a máquina estatal — cada dia maior e mais nefasta para a economia e, por extensão, à sociedade. Mordo de ver que estamos abandonando as fontes que trouxeram riqueza para este país para nos alinharmos cada dia mais aos membros do Foro de São Paulo — do qual fazem parte o mais abominável ditador do século na América do Sul e o grupo narco-guerrilheiro que ele apoia no país vizinho. Mordo de ver que gente do bem ainda se alinha com os maiores bandidos que já ocuparam o poder central deste país. Mordo de pena. Mordo de tristeza. Mordo de desesperança.
Quero ver agora que o preço das commodities caiu, que o modelo de exploração de petróleo criado pela presidenta prova-se inviável, que a Petrobras não consegue mais segurar a inflação artificialmente baixa, que o pibinho petista não vai sequer chegar a 2%, que o Brasil começa a ser encarado como um país onde é difícil fazer negócio por tanta intervenção e achaques às empresas, que o prazo razoável de fazer as importantes reformas (previdenciária, tributária, fiscal, política...) já venceu, que não houve um mísero progresso nas variáveis que impactam o aumento da produtividade e da competitividade (infraestrutura, educação, ciência e tecnologia), que todos os esforços foram direcionados à anabolização dos números no curto prazo em detrimento da poupança e do investimento no longo, que os sete (eu disse SETE) pacotes lançados nos últimos meses para tentar ressuscitar o paciente moribundo mostraram-se tão patéticos quanto as pessoas que os maquinaram, que as famílias estão endividadas até o talo de tanto estímulo ao consumo, que a arrecadação já dá demonstração de queda (mesmo com o aumento das alíquotas, o que representa perda real em base tributável — ou atividade econômica)...
Eu poderia continuar por mais uma semana elencando a sequência de burradas dos governos petistas. E olha que eu nem entrei no mérito moral — aí, é "capivara" mesmo, ficha policial.
Com economia aquecida e uma carga tributária boçal (em ambos os sentidos: quantidade e qualidade), é fácil ter muito dinheiro para gastar. Distribuir aos pobres parece coisa de gente de bom coração. Renda na mão de pobre vira consumo e consumo conta para o PIB. E, na mão de petista, vira voto na certa. Mas, agora que o dinheiro vai começar a rarear, quero ver onde vai estar o coração dessa gente. Ou vão cravar mais fundo os dentes no setor produtivo da sociedade ou vão ter que escolher o que deixa de receber recursos. Tenho certeza de que o caixa 2 das campanhas eleitorais deles está garantido — até porque este parece ser (por mais surreal que possa parecer) o ÁLIBI dos 36 réus do mensalão.
O fato é que, 10 anos depois, o pobre brasileiro pode ter ficado momentaneamente menos pobre na carteira, mas não se tornou um milímetro mais capaz de enfrentar os desafios do mundo moderno em que o país compete. Basta ver que os analfabetos funcionais das faculdades de gesso do Luladdad chegam a 38% (é inacreditável, mas é verdade).
Acabada a farra da gastança, voltaremos para a mesma estaca em que estávamos antes. Um pouco piores, na verdade, graças aos retrocessos que representam os constantes ataques às instituições da sociedade (a Justiça, a liberdade de imprensa, a independência dos poderes, o que restava de honradez no Congresso, a política externa que deixou de servir à nação para se dobrar a um projeto particular de poder...) e às bases da economia de mercado tão sólidas que os petistas herdaram de seus antecessores mais capazes (a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Bolsa Escola — este, sim, carregava uma contrapartida que produzia um efeito positivo no longo prazo em vez de boçalizar a população com esmola –, a autonomia do Banco Central, a confiabilidade dos dados oficiais, o modelo de privatização, o ordenamento jurídico que atraiu o investidor estrangeiro, a estabilidade econômica e de regras...).
Eu não mordo os cotovelos porque as pessoas estão menos pobres. Mordo de ver que o PT transformou em mais um voo de galinha a maior oportunidade que o Brasil jamais teve de entrar definitivamente para a elite global. Mordo de ver que gente inteligente como você não consegue perceber a destruição do nosso futuro que está sendo promovida dia após dia por gente que só quer se locupletar e perpetuar seu poder sobre a máquina estatal — cada dia maior e mais nefasta para a economia e, por extensão, à sociedade. Mordo de ver que estamos abandonando as fontes que trouxeram riqueza para este país para nos alinharmos cada dia mais aos membros do Foro de São Paulo — do qual fazem parte o mais abominável ditador do século na América do Sul e o grupo narco-guerrilheiro que ele apoia no país vizinho. Mordo de ver que gente do bem ainda se alinha com os maiores bandidos que já ocuparam o poder central deste país. Mordo de pena. Mordo de tristeza. Mordo de desesperança.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O modo PT de governar
A capital pernambucana não sofre apenas com as chuvas torrenciais que a estão castigando no período. Paga também o alto preço de ser administrada no "jeito petista de governar".
Os buracos abertos diariamente nas ruas da velha cidade são exatamente iguais aqueles que os militantes do PT em Natal acusam de ser descaso do PV que administra a capital potiguar.
Ou seja, os erros do Partido Verde em Natal continuariam ocorrendo se a cidade fosse administrada pelos trapalhões do Partido dos Trabalhadores.
Em Fortaleza, governada também pelo PT, a situação é ainda pior do que Recife e Natal somadas, pois envolve outras trapalhadas que já provocaram até uma grande campanha pelo impeachment da prefeita petralha.
Os buracos abertos diariamente nas ruas da velha cidade são exatamente iguais aqueles que os militantes do PT em Natal acusam de ser descaso do PV que administra a capital potiguar.
Ou seja, os erros do Partido Verde em Natal continuariam ocorrendo se a cidade fosse administrada pelos trapalhões do Partido dos Trabalhadores.
Em Fortaleza, governada também pelo PT, a situação é ainda pior do que Recife e Natal somadas, pois envolve outras trapalhadas que já provocaram até uma grande campanha pelo impeachment da prefeita petralha.
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