Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Manchetes do mensalão

No amanhecer passo a vista nas manchetes que a internet ajuda ler num pacote só. A condenação de José Dirceu está em todas as manchetes. A dele, a de Genoíno e de Delúbio, os três da fina flor do PT. O julgamento do Supremo ocupa as capas dos principais jornais do país e repercute também na mídia internacional. A manchete de O Globo foi a mais extensa e a mais incisiva: “A hora da verdade – STF condena Dirceu por comandar o mensalão”. A da Folha de S. Paulo, a mais enxuta, numa só palavra: “Culpados”. Se Nelson Rodrigues fosse vivo teria cobrado uma exclamação: “Culpados!”

O jornal “Estado de Minas”, de Belo Horizonte, e a “Zero Hora”, de Porto Alegre, usaram o mesmo adjetivo. O mineiro, no plural: Condenados; o jornal gaúcho, no singular: Condenado. O Estado de S. Paulo foi direto ao principal: “Supremo condena Dirceu”, mais ou menos na mesma linha do Jornal do Commércio, de Recife: “Zé Dirceu é condenado”. O “Valor Econômico” completou: “José Dirceu é condenado por corrupção”. A manchete da Tribuna do Norte, didática: “STF confirma condenação de Dirceu, Genoíno e Delúbio”.

De todas, a que mais gostei foi a do Correio Braziliense: “Como fica o PT após a condenação de Dirceu”. Tem um pedacinho de suspense que interessa a plateia inteira, até  porque a história não termina com o julgamento do STF e o PT continua com muita força na política do país. Como ficará o PT? O Correio diz na abertura da matéria que José Dirceu, mesmo condenado, mesmo na prisão, continuará com muita influência no partido que ajudou a construir. Vejamos o texto do jornal de Brasília:

“Mesmo condenado pelo STF por corrupção, o poder de Dirceu é tão grande dentro do PT que ele deve continuar influenciando os rumos do partido, inclusive em 2014, ainda que tenha de cumprir pena na prisão. Muitos petistas graduados atribuem a ele a eleição de Lula. Mas há quem preveja também uma perda de espaço pelo ex-ministro e aliados dentro do próprio PT e no governo Dilma.”

“O cara vai para a cadeia. Como é que vai ter força?”, pergunta uma liderança petista. Na sessão de ontem, a mais emblemática do julgamento do mensalão, Genoíno e Delúbio também foram considerados culpados pelo Supremo. Em nota, Dirceu diz acatar a decisão, mas afirma que não se calará: “Continuarei a lutar até provar minha inocência”.

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Vendo as imagens mostradas pela televisão tem-se a certeza que o Carlinhos Cachoeira estava completamente à vontade na reunião da CPI. Tranquilão, risonho, simpático, mais magro. A impressão que me deu é que se sentia em casa, cercado de companheiros, entre eles alguns velhos parceiros. Ao lado, bem posto, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos (governo Luladrão), seu advogado. Cachoeira se sentia seguro, protegido mesmo, apesar dos arroubos de alguns congressistas. Tanto assim que preferiu ficar calado sem responder às perguntas, seguindo ao pé da letra a orientação do advogado. Chegou a sorrir.

Foi o próprio "dotô" Márcio Thomaz Bastos, soberano, quem falou na defesa do cliente: “Ele pode não falar nunca, se ele quiser. É um direito que ele tem”.  E o Cachoeira não falou. Falou, sim. Abriu a boca para dizer que ficaria calado e para algumas xícaras de café e copos dágua. Mas não respondeu  às perguntas dos senadores e deputados, muitos deles, aliás, velhos conhecidos de outras lutas mais amenas. Tinha hora que quem ocupava o primeiro plano da cena era o ex-ministro Thomaz Bastos. Bem mais até do que o cliente. Mais ator do que coadjuvante.

O Correio Braziliense, em sua manchete de ontem, definiu muito bem o que aconteceu ontem no Congresso: “O cinismo da esfinge”. E que esfinge, digo eu, me lembrando agora que, num canto do salão, estava a bonita mulher do Carlinhos, Andressa Mendonça. Discreta, acompanhou à distância a performance  do marido, avaliada por ela como ótima. “Ele está ótimo”, disse Andressa, rodeada de jornalistas.  Há uma informação, soube mais tarde na Bella Napoli, de que a revista Playboy está de olho nela.

Voltemos ao Correio Brazilense: “Irônico, Cachoeira foge de todas as perguntas, irrita deputados e senadores, e deixa a sensação de que a CPI, a cada dia mais desacreditado, empacou de vez. Frustados, alguns parlamentares temem o enterro precoce da comissão.”

E tem o caso da Delta. O Cachoeira faz parte também deste enredo e deste elenco. Muita gente boa está metida nessa história. Altos gabaritos, todos com terraços gurmê e vista para o mar. Lia, ontem, o Elio Gaspari, no seu canto de O Globo.

- O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) recomendou ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) que “não se preocupe, você é nosso e nós somos teu (sic)”. O governador Marconi Perilo também não deve se preocupar, pois é do PSDB que também é seu. O mesmo pode valer para Agnelo Queiroz, o governador petista do Distrito Federal. E assim a CPI do Cachoeiro assa uma bela pizza.

Bom, na próxima audiência do Cachoeira, se houver, estarei mais atento à gravata do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

É muita lama

Jamais se viu e nunca se verá um país com tamanha e epidêmica lama sujando os valores e preceitos civilizatórios como estamos vendo agora. Os casos de corrupção e deslizes morais crescem como um vírus atacando todo o tecido social da nação.
Ontem, enquanto acompanhava o desenrolar dos escândalos locais e nacionais, lembrei de um filminho de aventura, muito repetido nas sessões vesperais da TV fechada. Quem já viu “Zathura, uma Aventura Espacial”, dirigido pelo nova-iorquino Jon Favreau?
Na verdade, é a continuação de “Jumanji”, estrelado por Robin Williams. Nos dois casos, tratam-se de dois estranhos jogos com poderes mágicos e que provocam situações inusitadas cada vez que os dados são arremessados. Cada rodada, uma incrível surpresa.
Quanto mais complicada uma situação, pior fica a vida dos jogadores com a jogada seguinte. Todas as tentativas de reparar um perigo ou uma confusão acarretam mais desespero para os envolvidos. De bom em Zathura, só a debutante Kristen Stewart.
Os acontecimentos criminosos que ocorrem diuturnamente no ambiente dos quatro poderes (Judiciário, Legislativo, Executivo e Aquisitivo) parecem com os jogos das duas ficções cinematográficas. Todo dia se descobre que alguém fez merda de novo.
No plano nacional, os militantes de esquerda tiveram um orgasmo marxista-leninista quando a máscara de bom moço de Demóstenes derreteu na queda do Cachoeira. Só não esperavam que o esquema do bicheiro já havia bichado também o PT e adjacências.
Bradaram, os cuecões e os petralhas, por uma CPI para investigar a rede de influência do bandido e do promotor. O problema agora, com as revelações sobre a participação de um governador petista e um deputado do PCdoB, é de um coitus interruptus
stalinista.
No âmbito da província ensolarada, os dados do casal Carla Ubarana e George Leal não combinam com as cartas de jogo de alguns desembargadores, que a cada nova diligência do Ministério Público vão ficando mais enroscados no tabuleiro dos precatórios.
Aliás, pelo que se viu nos autos e nos depoimentos, transformaram o Tribunal de Justiça num tabuleiro de vendedores do alheio. Em sendo verdade os testemunhos dos acusados, senhores de toga tungaram a viúva num esquema de negócio mafioso.
Como no desenrolar do filmezinho da TV, parece uma trilha sem fim a trama de desvios orquestrada no TJ. Era tanto dinheiro, e tão fácil botar a mão nele, que os autores do crime nem tinham noção de gasto em suas viagens milionárias por países europeus.
Outra espécie de Zathura da roubalheira ou Jumanji das fraudes é o escândalo da inspeção veicular, conhecido por Sinal Fechado, dado pelo MP e pela polícia. Até agora, o principal jogador tem evitado revelar seus melhores parceiros de jogada.
Espera-se que as cartas do Ministério Público, inicialmente compostas numa petição que muitos fazem de conta que já se exauriu, traga novas explicações para que a sociedade também participe do jogo de reparos. George Olímpio não é vilão solitário.
Na jogatina dissimulada que se instalou nos salões do poder público, há crimes sendo planejados em estado permanente, frutos da certeza de impunidade que unifica os punguistas de pé-rapado e os ladrões de colarinho branco. Este é o Brasil de todos.
Entre precatórios e mensalões, a alma nacional desce ao inferno da amoralidade constatando que o chavão religioso de que “todos são filhos de deus” foi refeito para “todos são filiados ao pecado”, mas não o pecado da Bíblia e sim o do Código Penal.
Será que estão ceretos os esotéricos, a imaginar o fim dos dias com os sinais de depravação moral da espécie humanus brasilis? A podridão infecta o país e o que resta de gente reta rejeita o serviço público, que como no inferno de Dante deveria ter o aviso: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais”.


Alex Medeiros 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quanto custa a cada brasileiro manter o maior projeto político do Brasil: a corrupção?
Difícil calcular diante de algarismos que se somam na casa dos bilhões.
Sangria que não se estanca. Impostos novos se tentam em nome da saúde dos necessitados, enquanto cofres ‘privilegiados’ se intumescem com ânsia de mais. Mais…
Mas, se a Receita Federal é tão implacável, para onde vão tantos cifrões da corrupção? Boa pergunta? Qual a resposta?
Além do luxo desmedido que se observa – e não se declara -, onde será que se passa(rá)?
Festas em paraísos fiscais! Mas como fazer para chegar lá? Máfias se locupletam.
Observando daqui, dacolá, alhures, pagamentos, dos mais simples, são feitos em dinheiro. Bolos, bolinhos, bolões. Quantas notas! Vivinhas. Cartões de crédito e talão de cheques? Raramente!
No mínimo estranho nesses tempos de violência em que o dinheiro de plástico (cartão) é moeda aconselhada. Bom!
Enquanto isso, os mais bem pagos salários, aqueles em contracheque rechonchudo no bruto, minguam na subtração do Leão. E vai-se à ponta do lápis para planejamentos do luxo – luxinho – que se pretende.
Já no mundo dourado do poder que o público dá, não medem espocares franceses, festas, viagens, móveis, imóveis, terras, carrões, aeronaves…que não se declaram. Luxo das arábias.
Pois.
É, mas a consciência deve pesar quando se deita a cabeça nos travesseiros de plumas de ganso, diante da triste miséria alheia.
Quanta inocência, Black!
O conforto não deixa lembrar aquele que morreu pelo medicamento desviado; naquela criança que mata a fome com merenda estragada…
E assim caminha a humanidade.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dia Nacional da Corrupção

Ouço no rádio, ligado alto, a notícia de que a Câmara, depois de absolver a deputada Jaqueline Roriz - acusada de corrupção - deverá livrar outro deputado corrupto, o chefão do PR, Valdemar da Costa Neto, que até  um dia desses tinha cadeira cativa no gabinete do então ministro dos Transportes. Ou seria no gabinete do diretor geral do Dnit?

O locutor capricha na voz: “A absolvição da deputada Jaqueline Roriz, do PMN do Distrito Federal - flagrada em vídeo recebendo dinheiro do esquema de corrupção conhecido como o mensalão do DEM -  com uma larga margem de votos tranquilizou a defesa de outro parlamentar que está tendo sua conduta analisada no Conselho Ético e Decoro da Câmara. Ao contrário de 2005, quando teve de renunciar para escapar  da cassação, Valdemar da Costa Neto, do PR de São Paulo, poderá ser absolvido já no início do processo."

“Não, não é possível!" Mas é. Passado o choque,chego mais uma vez a conclusão que  “Todos são farinha do mesmo saco".

Horas depois, já nas ondas da internet, leio aqui, pulo acolá, chego à coluna de Ancelmo Gois, na edição onlaine de O Globo. Destaco quatro notas seguidas sobre o mesmo mote: A corrupção no país de Jaqueline. Ela - a corrupção - que anda driblando a faxina da beque Dilma Rousseff. Confira:

1) Do senador Jarbas Vasconcelos, ontem, na tribuna do Senado, sobre a faxina de Dilma, que, disse, ficou pela metade:

- A presidente capitulou, submeteu-se à chantagem de sua base aliada. Sua famosa faxina limitou-se a jogar a sujeira para debaixo do tapete. Deixar uma limpeza pela metade pode ser até pior do que não fazer limpeza nenhuma...

2) O senador tucano Cyro Miranda, de Goiás, meio à brinca, meio sério, propôs ontem a criação do... “Dia Nacional da Corrupção, a ser comemorado em 30 de agosto".

3) Com a proposta de financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais  rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, semana passada, o senador Luiz Henrique, do PMDB catarinense, tenta uma última cartada. Entrou com interpretação de recurso ao plenário. Na prática, é uma tentativa de submeter a proposta à votação de todos os senadores, pois a decisão da comissão foi terminativa.

4) O deputado Doutor Aluízio (PV-RJ) apresentou projeto de emenda constitucional que institui o voto aberto facultativo na apreciação de cassação de deputados e senadores. Ou seja, o deputado ou senador, ao votar um pedido de cassação de um colega, terá de declarar se quer ou não que seu voto apareça no painel

sábado, 27 de novembro de 2010


      Sempre que leio reportagens revelando desbaratamento de escândalos com dinheiro público, como neste caso do depoimento do cara que pagava propina aos envolvidos na Operação Higia, fico com aquele ar de quem já imaginava, e nunca me surpreendo.      A série de escândalos no serviço público do RN que ganhou as páginas políticas e policiais nos últimos anos, inevitavelmente acende em mim aquela desconfiança com a objetividade da Lei; mantenho-me intrigado com o arrastar dos inquéritos.Minha pergunta, acredito, é a pergunta de muita gente, que como eu não domina a ciência do Direito: por que tantos agentes públicos alteram o padrão de vida em tempo tão curto e as autoridades nunca questionam os critérios e caminhos para tal mudança? Peguemos a cidade de Natal e algumas outras como exemplo: poucos lugares em estados mais ricos há tantas figuras ilustres adquirindo carrões em poucos meses de serviço público. Nunca foi tão fácil desembolsar R$ 200 mil por aqui.      Multiplicam-se as mansões e apartamentos luxuosos adquiridos depois que seus donos assumem cargos em governos ou instituições da administração pública, e isso só bastam cinco ou seis meses de “trabalho” e não toda uma vida como é praxe da maioria. Será que são mesmo as leis que impedem um delegado, um promotor, um juiz de questionar e/ou escarafunchar tão explícito e suspeito azimute no padrão de vida desses bacanas que desfilam por aí sua autoridade e representação popular? Será que não seria a Matemática muito mais eficiente que o Direito nas investigações e incriminações dessa gente? Tão fácil fazer umas continhas, regra de três simples, e constatar que o salário de um secretário de governo não permite vôo tão alto. Some-se o salário de vereador em quatro anos de mandato e saberemos impossível acumular itens imobiliários e mimos móveis só com o “suor” do contracheque. Numa pasta qualquer do governo estadual não cabe o ar de nababo do seu titular.      No ambiente eletivo de maior coturno é, por demais estranho, – creio que os senhores juízes e promotores percebem – que um candidato a deputado ou senador gaste milhões para eleger-se, quando em quatro anos de mandato seu ganho não é isso.
      Anualmente vemos pessoas comuns vestirem a fantasia política e em tempo recorde exibirem nas ruas e na mídia um novo “look” para combinar com a riqueza meteórica. Líderes comunitários, sindicalistas, comerciantes, todos no submundo partidário.      Recentemente, no último verão, parte da sociedade ficou sabendo dos novos ricos que se misturaram aos velhos ricos nas águas de Pirangí, fazendo com suas lanchas o que os meninos de antanho faziam com seus pintos, uma disputa sobre tamanho e volume.
      Não conheço outro lugar em que as relações sejam tão promíscuas entre poder e mídia quanto no RN, salvo Brasília, é claro. Aqui, o jornalismo se traveste de publicidade e a propaganda atua como imprensa, num moto-contínuo imoral e cínico.     Se no ambiente futebolístico o novo craque trata logo de furar a orelha e arranjar uma namorada loira, no fértil mundo dos negócios da comunicação chapa branca aparecem apartamentos, casas de praia, lojas em shoppings e pose, muita pose.
       A corrupção no serviço público está para aqueles que não denunciam como o tráfico de drogas para aquele garotão que arranha uma guitarra fumando um baseado. São duas formas de cumplicidade com ação direta de participação no crime. O policial corrupto que protege o assaltante não é tão diferente do jornalista que enaltece o agente público ladrão e omite seus deslizes. É só prestar atenção que todos andam bem de vida. O que falta aqui é aquela determinação que marcou o escândalo de Watergate: sigam o dinheiro, senhores da Lei!

domingo, 14 de novembro de 2010

Os dados da corrupção

Você sabe quanto custa a corrupção para o Brasil?

Chorem seu pobre-rico dinheiro nos tilintares de champanhe comprado com a bolsa da viúva: entre R$ 41,5 bilhões e R$ 69,1 bilhões por ano.

A estimativa é do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação da Fiesp.

Valores que equivalem a coisa de 1,38% a 2,3% do PIB.

»...À viúva

Enquanto isso, o governo federal manobra com governadores a volta da CPMF, imposto sobre o cheque.

Dados enviados pelo comentarista do blog Abelhinha ‘Çivirino’ revelam que em 2008 foram arrecadados cerca de R$ 40 bilhões.

Mas a saúde nunca melhorou. Pelo contrário, cada vez mais moribunda.

Para solucionar o caos, ele dá a dica, melhor impossível: - “acabe-se com a ladroagem na atividade política e aplique-se todo esse dinheiro integralmente na Saúde Pública. A população, sobretudo os mais carentes, vão agradecer o que na verdade constitui um dever daqueles que ostentam a qualificação de homens públicos”.

»Pois bem!

Não existe mistério nem segredo para a solução na saúde pública, que não é arrancar mais dinheiro do bolso sofrido do povo, mas sim estancar o sagramento desmedido da corrupção.

Se o governo quiser, consegue, pois governantes são eleitos para encontrar soluções diante de dificuldades. E este é o maior desafio de todos eles.

»Contramão

Mas, lamentavelmente, a presidenta eleita Dilma Rousseff já começou mal a partir da sua equipe de transição, nomeando uma implicada na máfia dos sanguessugas.

Ao ser descoberta pela imprensa, logo foi exonerada. Mas a intenção e a nomeação deixaram trombas de elefantes atrás das orelhas...

Também nomeou – com salário de R$ 6,8 mil, pago pelo governo, o que permite a lei – uma cabeleireira gaúcha, que até o ano passado trabalhava num salão de beleza em Porto Alegre (RS) e mantinha um blog com dicas sobre cabelos até a nomeação. Dilma justificou que ela – que trabalhou na produção da campanha – será uma secretária trilingue, enquanto a cabeleireira não sabe qual a sua função...

Por: Eliana Lima - Tribuna do Norte.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Tudo sobre Eurico Miranda.

O texto abaixo foi extraído do livro "Como o futebol explica o mundo" de Franklin Foer. Você encontra também no blog O sentimento não pode parar!!!.

“Quando Eurico Miranda entrou para a diretoria do Vasco, em 1975, aos trinta e poucos anos, era um homem de recursos limitados. Filho de um padeiro português, tinha trabalhado como vendedor numa concessionária carioca da Wolkswagen. Mas, com seu carisma e habilidade política, não demorou a subir na hierarquia do Vasco. Isso mudou sua vida. Comprou casas à beira-mar, além de um iate. Não se trata de uma história de riqueza obtida com os próprios esforços. Atualmente, a imprensa brasileira e uma investigação promovida pelo Congresso têm documentado os delitos de Eurico Miranda. Em 1998, o Vasco recebeu 34 milhões de dólares em dinheiro do NationsBank (atual Bank of América), ávido por estabelecer o seu nome no grande mercado brasileiro por meio do patrocínio de uma marca esportiva popular. Quando o banco assinou o contrato, anunciou que o dinheiro seria suficiente para sustentar o clube por 100 anos. Dentro de dois anos, porém, essa quantia havia praticamente desaparecido. Cerca de 124 mil dólares tinham sido usados na compra de camisetas e material de propaganda para a última campanha eleitoral de Eurico Miranda. Doze milhões de dólares foram parar em contas de uma empresa das Bahamas chamada Liberal Banking Corporation Limited. A companhia era mesmo muito liberal, como se viu depois. Qualquer representante legal do Vasco podia sacar o dinheiro. Segundo um relatório publicado pelo Senado Brasileiro, o dinheiro retirado foi usado em pagamentos da concessionária de automóveis, de investimentos empresariais, do cartão de crédito, do irmão e do provedor de Internet de Eurico Miranda. “Está claro”, concluiu o relatório, “que o sr. Eurico Miranda tem desviado para suas contas dinheiro pertencente ao Vasco.” Ele não tivera cuidado em disfarçar sua trilha. Não precisava. Como detinha uma cadeira no Congresso, a imunidade parlamentar impedia que o processassem. Como o apoio dos muitos torcedores do Vasco, parecia que ele iria ficar impune para sempre.
Tendo ele, contudo, esbanjado o investimento do Bank of América, o Vasco mergulhou em dívidas e na mediocridade. Em 1998, o time ganhara a Copa Libertadores da América. Três anos depois, o clube devia ao seu astro Romário 6,6 milhões de dólares em salários atrasados. Pior que isso: para manter a equipe em campo, o próprio Romário teve de tirar dinheiro do bolso para cobrir as remunerações de seus colegas de time(...)”
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Contador de acessos

Marcadores

pt (25) enquete (17) Dilma (15) cinema (15) brasil (12) futebol (11) f1 (10) corrupção (9) esporte (9) desgoverno pt (8) mensalão (8) Lula corrupto (7) comunismo socialismo (7) curiosidade (7) eua (7) lula (7) corruptos (6) humor (6) comunistas (5) copa 2014 (5) mundial (5) tv (5) youtube (5) Thatcher (4) basquete (4) derrota (4) esquerda (4) filme (4) governos militares (4) presidente (4) Estátua de lula (3) Reagan (3) economia (3) eleição (3) globo (3) lulálcool (3) natal (3) orkut (3) tecnologia (3) video (3) 31 de Março (2) 80s (2) Brasileiros (2) Carros caros (2) Flashback (2) Forró (2) Impeachment (2) Itamar Franco (2) Mixed set (2) Natal 2014 copa (2) PC do B (2) Piada besta (2) TV aberta (2) ayrton (2) battisti (2) bin laden (2) bolsa família (2) chavez (2) che assassino (2) deputados (2) e-mail (2) escandalo (2) esquerdismo (2) família sadia (2) feminismo (2) gisele bundchen (2) governador (2) idiotas úteis (2) inflação (2) inglaterra (2) justiça (2) marxismo (2) marxistas (2) mentira (2) micarla (2) mixtape (2) mulher (2) neymar (2) obama (2) pachecada (2) politicamente incorreto (2) porno (2) quadrilha do pt (2) racismo (2) ronaldinho (2) set mixado (2) stf (2) venezuela (2) viadagem (2) violencia (2) 1000 gols (1) 1000 postagens (1) 2011 (1) 27 anos (1) 60000 VISITAS (1) 7 de setembro (1) ABC FC (1) Adesivo para carro (1) Amy and Tony (1) Arena das dunas (1) BBB (1) Bolsonaro (1) Capitalismo (1) Comissão da verdade (1) Comunismo (1) Dance music (1) Diário de Natal (1) Do Fundo do Baú (1) Dominguinhos (1) Dívidas interna e externa (1) Elefante contra leões (1) Eleições livres (1) Elvis Preley (1) FHC (1) FHC demagogo (1) Feliz Natal (1) Fidel Castro (1) Franklin Martins (1) Gaddafi (1) Hugo Chavez (1) INELEGIVEIS (1) Igreja Católica (1) Jabor (1) Jesus Cristo (1) José alencar (1) Juizes e promotores (1) Lampião (1) Lula bêbado (1) Lula comunista (1) Lula e Fidel (1) Lula mentiroso (1) Lula multado (1) Luladrão (1) Mano Brown (1) Michael Jackson (1) Monteiro lobato (1) Mulheres (1) OVNIs (1) PM (1) Padre Fábio (1) Padre Marcelo Rossi (1) Pai nosso (1) Palocci (1) Patrulha ideológica (1) Paul McCartney (1) Paul o polvo (1) Petismo (1) Petralha (1) Prof.Amanda (1) Páscoa (1) Quem sou eu (1) Radicalismo gay (1) Roberto Carlos (1) Saramago (1) Serra 45 (1) Sousa (1) Trump (1) Twitter (1) Túlio maravilha (1) Wagner Moura (1) acessoria (1) adeus cachorro (1) afeganistão (1) amazonia (1) amigos (1) américa rn (1) anatomia de um nordestino (1) anticomunismo (1) arnaldo jabor (1) arte moderna (1) atraso nas obras (1) baianos (1) barretos (1) biografia (1) boca juniors (1) bozo (1) brasileiros otários (1) briga de gato (1) bueno (1) cai-cai (1) caiu na merda (1) calcinha (1) campeão (1) capoeira (1) carlinhos cachoeira (1) carnatal (1) carnaval não presta (1) carros e educação (1) cartas de natal (1) cbf (1) celulas-tronco (1) censo 2010 (1) charge (1) charme funk (1) chavismo (1) chivas 18 (1) chuva (1) chávez (1) cicarelli (1) cleber machado (1) comportamento (1) congresso nacional (1) congresso nacional do PT (1) conquista amorosa (1) conselho médico (1) coreia (1) costinha (1) cpi (1) craques (1) criança esperança (1) crise econômica (1) crise grega (1) crueldade com animais (1) cruz tribunais (1) cuba (1) dance underground 90s (1) demagogia (1) democracia (1) desarmamento (1) desrespeito religioso (1) destruição da família (1) didi (1) ditabranda (1) documentario (1) educação (1) ensino (1) entrevista (1) escroto (1) espanha (1) esquerda x direita (1) falência (1) ferias (1) ferreira gullar (1) fifa (1) fisiologismo (1) floresta (1) fora mano menezes (1) fracasso (1) futebol brasileiro (1) g1 (1) galvão (1) gasolina (1) gatos (1) governadores (1) gp (1) gretchem (1) guerra (1) gugu (1) henrique alves (1) herança maldita (1) heróis de filmes (1) heterossexual (1) hipocrisia contra a policia (1) homem (1) house music (1) humberto (1) igrejas evangélicas (1) impostos (1) imprenssa (1) internet (1) iraque (1) islamismo (1) jameson (1) jenna (1) jong-il (1) julgamento (1) juliana (1) kim (1) legalização (1) lewandowski (1) livros (1) locadora de mulher (1) luiz gonzaga (1) lulálcool bêbado (1) maconha (1) malandro (1) mandato (1) marcha das vadias (1) maçom (1) mega sena (1) memes dirty harry (1) miami (1) mixagens (1) morte de bezzero (1) mudanças sociais (1) musica (1) médicos cubanos (1) música (1) negra (1) nelson (1) nelson motta (1) nelson rodrigues (1) nina a hamster (1) nordeste (1) norte (1) oscar (1) paes (1) pan (1) paraguai (1) parreira (1) pedofilia (1) pele (1) pena de morte (1) piadas machistas (1) pirataria (1) playboy (1) podcast (1) politica brasileira (1) politica e internet (1) politica externa (1) política (1) ponta (1) povo (1) presidio (1) preto (1) professores (1) progressismo (1) ptc (1) rbd (1) reforma política (1) religião (1) remix (1) repressão (1) reveillon (1) ricardo texeira (1) rio são francisco (1) rolezinhos (1) romario (1) rosalba (1) rugby (1) sabão omo (1) saddan (1) sampa (1) sbt (1) senado (1) sergio (1) sergio cabral (1) severino (1) sexo e saúde (1) som automotivo (1) sos (1) steve jobs (1) suicidas úteis (1) terrorismo no brasil (1) times odiados (1) tiririca (1) torcer futebol (1) transposição (1) tribunais brasileiros (1) turistas (1) universidade (1) vagabundagem (1) vexame brasileiro (1) viado e sapatão (1) vice (1) violência (1) viver (1) volei (1) xaxá (1) xeque (1) yoani sánchez (1) zé lezin (1)
Este blog possui atualmente:
Comentários em Artigos!